segunda-feira, 8 de março de 2010

Amigas...Mulheres!


Amigas fazem bem à saúde

"Estudo sobre os efeitos benéficos de termos amigas"
Um estudo publicado pela Universidade de Los Angeles, Califórnia, indica que a amizade entre mulheres é algo verdadeiramente especial. Descobriu-se, que as amigas contribuem, para o fortalecimento da identidade e para projetar nosso futuro. Constituem um remanso diante de um mundo real, cheio da tempestades e obstáculos.
As amigas,ajudam-nos a preencher os vazios emocionais, de nossas relações com os homens e ajudam-nos a recordar, quem nós somos, realmente.
Após 50 anos de investigações, identificou-se ,que existem substâncias químicas produzidas pelo cérebro, que ajudam a criar e manter laços de amizade, entre as mulheres. Os pesquisadores, homens em sua maioria, surpreenderam-se com os resultados, destes estudos.
Quandoo hormônio oxitocina é liberado, como parte da reação das mulheres frente ao stress, elas sentem a necessidade, de proteger seus filhos e de agruparem-se, com outras mulheres. Quando isso acontece, produz-se uma ainda maior quantidade de oxitocina, que reduz o stress mais agudo e provoca, um efeito calmante.
Estas reações, não aparecem entre os membros do sexo masculino, porque a testosterona, que os homens produzem em altas quantidades, tende neutralizar os efeitos da oxitocina, enquanto os estrógenos femininos, aumentam a produção do hormônio oxitocina.
Após repetidos estudos, demonstrou-se que os laços emocionais, existentes entre as mulheres que são amigas verdadeiras e leais,contribuem para a redução dos riscos de doenças ligadas à pressão arterial e ao colesterol. Acredita-se que esta, pode ser uma das razões, por que as mulheres geralmente vivem mais do que os homens.
As mulheres que não estabelecem relações de amizade, com outras mulheres não mostram, os mesmo resultados em sua saúde. Assim, ter amigas nos ajuda, não somente a viver mais, como também a viver melhor.
O estudo sobre saúde, realizado pela faculdade de medicina de Harvard ,indica que quanto mais amigas tem uma mulher, maior probabilidade ela terá de chegar à velhice, sem problemas físicos, levando uma vida plena e saudável.
Não contar com amigas próxima pode ser tão prejudicial para a saúde, quanto a obesidade, o tabagismo ou o sedentarismo.
Neste mesmo estudo, foi observado também, como as mulheres superam um momento crítico, como a morte do cônjuge e percebeu-se que as mulheres que podiam confiar em suas amigas, reagiram sem doenças graves e recuperaram-se em um lapso de tempo menor ,do que aquelas que não tinham, em quem confiar.
O estudo concluiu, que a amizade entre as mulheres constitui uma fonte recíproca de força, bem-estar, alegria, saúde!!

A todas nós mulheres, guerreiras, batalhadoras, mães, esposas, amantes, amigas... Feliz dia internacional da Mulher!

domingo, 7 de março de 2010

"tudo tem seu tempo"...


Autobiografia em cinco capítulos:

Capitulo 1:
Caminho por uma rua.
Há um profundo buraco no caminho
E caio lá dentro
Estou perdido… não sei que fazer.
A culpa não é minha,
Levo muito tempo para descobrir a saída.

Capitulo 2
Caminho pela mesma rua.
E lá está um grande buraco no caminho.
Finjo que não o vejo.
Caio outra vez.
Custa-me a acreditar que esteja no mesmo lugar,
Mas a culpa não é minha.
Ainda preciso de muito tempo para sair.

Capitulo 3
Caminhando pela mesma rua
Há um profundo buraco no caminho.
Vejo que lá está.
Mas caio… Já é um hábito
Tenho os olhos abertos,
Sei onde estou
Mas a culpa é minha
E saio imediatamente.

Capitulo 4
Caminho pela mesma rua
Há um grande buraco no caminho,
E passo ao lado.

Capitulo 5
Caminho por outra rua.”
encontra-se no : “O Livro Tibetano da Vida e da Morte” - Sogyal Rinpoche

Mais um textinho reflexivo, só pra começar bem a semana, para os que seguem sempre caminhando, para quem espera, busca e trabalha mudanças de padrões de comportamento...reflexões sobre o tempo que se leva para aprender...sobre luz e sombra...sobre padrão de comportamento e possíveis mudanças (ou mudanças possíveis?)....e  sobre algo que aparenta ser de simples enfrentamento ou solução, quando na verdade, é de complexidade consideravelmente maior, sendo necessário cuidados maiores que os apenas evidentes... simples não?!
"A felicidade não é um destino. É um método de vida." ( Burton Hills )







sexta-feira, 5 de março de 2010

minha casa... poderia ser bem assim!!!








Amo imagens bonitas, fotografias e entre um site e outro encontrei estas... não são lindas? Eu amaria morar em um lugar assim... agora o problema: muito provavelmente eu não sairia de casa... já curto muito ficar na minha casinha, com as minhas coisinhas...assim então já pensou? já vejo até a foto: vestido compridão e confortável, cachorrada, filharada, pé no chão...e o maridão assando uma carninha nessa churrasqueira que está de chorar né? Amigos queridos muito bem vindos para algumas festinhas... bebidinhas comidinhas e muitas musicas do dj guiboos...que tal? não é um sonho perfeito e possivel?! Perfeitamente-possível... hehehe... Bom final de semana! Sonhar não custa nada!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pensando na Páscoa...





Ai ai... namorando o site da Martha Stewart, encontrei essas delicias...delicia de olhar, delicia de fazer, delicia de receber com essas idéias de decoração tão lindinhas, tão delicadas e criativas...
Bom...minha Páscoa vai ser "corrida"...corrida mesmo...vou estar participando do Mountain Do lá no Costão do Santinho (de 2 a 4 de abril), com direito a torcida de marido e filhotes...esperando a mãe cruzar a linha de chegada depois de se acabar pelas trilhas do Costão...Oba!!! Páscoa, transformação, renovação...é isso tudo que a corrida me traz também...
Então...até lá vou tentar decorar e curtir minha casinha com essas idéias da D. Martha!

terça-feira, 2 de março de 2010

Sobre dor e consciência...


Organizando textos e materiais que estou levando para o meu novo consultório, me deparei com esta antiga entrevista, mas de tema tão atual...é da revista Veja (1º de março de 2006) vale muito a leitura e a reflexão:


Não fuja da dor

Entrevista: Steven Hayes

Para um dos psicólogos mais polêmicos dos Estados Unidos, é preciso aceitar a tristeza porque só a  felicidade não é normal...

"As artimanhas que usamos para escapar da aflição nos desviam de nossos objetivos de vida. E é por eles que vale a pena viver"

O psicólogo americano Steven Hayes, de 57 anos, está causando alvoroço entre seus colegas de profissão. Em seu novo livro, Saia de Sua Mente e Entre em Sua Vida, publicado no fim do ano passado nos Estados Unidos, ele rompe com um método em voga na psicologia há trinta anos: a terapia cognitiva, que instrui pacientes a se livrar de seus pensamentos e sentimentos negativos.
Hayes diz que, ao contrário, é preciso aceitar a dor e o sofrimento como parte da vida. Suas teorias causam especial impacto no tratamento de distúrbios como a depressão e os transtornos de ansiedade. Autor de 27
livros e centenas de artigos científicos, nos últimos dez anos Hayes recebeu mais de 5 milhões de dólares do governo americano para avançar em seus estudos. Ex-presidente da Associação de Terapias Cognitivas Comportamentais, ele está há onze anos sem ter um ataque de síndrome do pânico, que o aflige desde os 29 anos. Hayes concedeu a seguinte entrevista a VEJA de sua casa no estado de Nevada, onde mora com a mulher, a psicóloga gaúcha Jacqueline Pistorello, e três de seus quatro filhos.

Veja – Por que o senhor diz que felicidade não é normal?
Hayes – Muita gente tem um conceito distorcido de felicidade. O mais comum é vê-la como ausência completa de dor e como uma seqüência de momentos nos quais a pessoa se sente bem. É fácil preencher a vida com uma série de episódios efêmeros de bem-estar, como sair com os amigos ou beber um bom vinho. São diversões que podem trazer satisfação momentânea, mas na manhã seguinte a vida não estará melhor e não haverá como evitar que aconteçam coisas ruins. Todos sabemos que um dia vamos morrer, todos nós lembramos da perda de um amigo querido, de algum erro que cometemos, de dramas, traições ou doenças. A diferença entre o homem e outras criaturas está na capacidade que ele tem de usar suas habilidades cognitivas para remoer os erros e infortúnios do passado e temer as incertezas do futuro. Por isso o normal é
sentir dor e sofrer.

Veja – Qual o problema em tentar evitar a dor?
Hayes – Ao fazermos isso, acabamos criando uma série de medos e fobias, que aumentam ainda mais o sofrimento. O conceito de que felicidade é como a ausência de sentimentos ruins nos leva a reagir à dor de uma maneira que limita nossa vida. Ou seja, que só piora as coisas. Isso nos deixa menos abertos a estabelecer novos relacionamentos, leva-nos a evitar lugares que tragam lembranças do passado ou situações desagradáveis. Dessa forma, perdemos a oportunidade de um envolvimento real com o que acontece a nossa volta. Isso também nos impede de ir atrás do que realmente queremos. Em casos extremos, como na depressão, quem tenta a todo custo evitar a dor começa a ficar entorpecido. Passa a não sentir nada, apenas um vazio profundo.

Veja – O suicídio é uma dessas formas de fuga da dor ou essa idéia é apenas um lugar-comum?
Hayes – Trata-se da explicação mais plausível na maior parte dos casos.Muitos suicídios são um último esforço para acabar com a própria dor. Em seis de cada dez casos os suicidas deixam escrito, em bilhetes, que não agüentavam mais sofrer. Há uma mensagem nisso tudo: evitar os sentimentos dolorosos é rejeitar a própria vida. Aceitá-los como parte da existência é a  melhor atitude. Até onde sabemos, depois de mortos não sentimos mais nada. E não há vantagem nisso.

Veja – Quando encostamos a mão numa panela quente, o reflexo natural é afastá-la imediatamente. Não está na natureza humana evitar a dor?
Hayes – Em termos. O problema é que estamos vivendo uma espécie de ditadura da felicidade. Aceitar a dor sempre fez parte dos costumes e tradições humanas. Hoje, pela primeira vez na história da humanidade, existem tecnologia, remédios e terapias para acabar com a dor. Isso não é lá muito sábio. Ao buscar um desses recursos, corre-se o risco de cometer um erro que tornará aquela dor inevitável, transformando a vida em uma espiral infinita de sofrimento.

Veja – O senhor pode dar um exemplo?
Hayes – Imagine alguém que tenha sido traído pelo parceiro no passado e, por isso, só consegue ter relacionamentos superficiais, em que o risco de se magoar é pequeno. Esses relacionamentos servirão para distrair ou para aplacar a solidão, mas nunca atingirão o nível de envolvimento e intimidade desejado. Nesse caso, a persistência do medo de sentir dor acaba tendo um efeito permanente na vida do indivíduo. É como se sua mente sabotasse sua própria vida.

Veja – Que tipo de felicidade se deve buscar?
Hayes – A pessoa deve definir o que realmente quer da vida a longo prazo, descobrir quais são seus próprios valores e viver de acordo com eles. Isso é ser feliz. Para alguns, significa ajudar os outros e sentir-se útil para a sociedade. De nada adianta querer se sentir feliz o tempo todo. Vamos imaginar uma situação de dor extrema: a morte iminente da mãe. O filho está a seu lado para dizer quanto a ama e ouvir o que ela tem a lhe falar. É óbvio que esse não é um momento feliz. Tem, no entanto, um significado valioso para a vida daquele filho. Imaginemos uma outra cena, de aparente felicidade: um homem rindo, dançando, tomando um bom drinque e, no fim da festa, indo para casa com uma loira escultural. À primeira vista, ele está feliz. E se eu disser que essa é a décima vez que ele se embebeda neste mês? E se disser que ele está bebendo para esquecer os problemas em casa, que acabou de conhecer a mulher com quem saiu e não vai se lembrar de nada no dia seguinte? Uma situação aparentemente prazerosa pode ser destrutiva e não
acrescentar nada, em termos emocionais, a seus protagonistas. Nosso conceito de felicidade está ligado a emoções de curto prazo. Essa correlação nunca foi verdadeira.

Veja – Como essa idéia pode ser transformada em tratamento psicológico?
Hayes – Uma etapa da terapia de aceitação e comprometimento, que defendo no meu último livro, consiste em ajudar os pacientes a encontrar seus valores e objetivos. Um dos exercícios que proponho é que eles escrevam seu próprio epitáfio, uma frase que considerem digna de ser colocada em seu túmulo. O resultado em geral é algo próximo de "aqui jaz Sally, que amava muito seus filhos", não "aqui jaz Sally, que tinha uma casa enorme" ou "aqui jaz Sally, que sofria de ansiedade". Ou seja, queremos que nossa vida seja lembrada
pelos valores que seguimos. As artimanhas que usamos para não sentir dor nos desviam de nossos objetivos. E é por eles que vale a pena viver. Nosso trabalho é ir na direção oposta à de nossos medos. Tentamos conseguir, com muito cuidado, fazer o paciente explorar a tristeza, a depressão e a ansiedade que ele sente, para percebê-las e observá-las.

Veja – Não é um processo muito arriscado?
Hayes – O que nós propomos não é tentar mudar os pensamentos ruins, mas que eles sejam aceitos e deixem de influenciar o comportamento do paciente. O processo consiste em se distanciar aos poucos de todos os pensamentos, tantos os negativos como os positivos. O resultado é que as obsessões vão se
diluindo. Em um caso grave, obtém-se sucesso quando o paciente começa a ter consciência do que o aflige. Um paciente psicótico dá sinais de melhora quando muda o pensamento "eu sou a rainha de Sabá" para "eu estou pensando que sou a rainha de Sabá". O segundo passo é o paciente descobrir que tipo de vida quer ter e tentar conquistá-lo, sem permitir que o medo de sentir dor o desvie de seus objetivos.

Veja – Que técnicas o senhor utiliza?
Hayes – Eu ensino os pacientes a identificar seus sentimentos e a tratá-los como se fossem objetos. Uma das técnicas consiste em resumir os pensamentos ruins em uma única palavra e dizê-la alto e rápido por 45 segundos. Aos poucos, a palavra perde seu sentido e o paciente começa a ouvir apenas um ruído. Com isso, ele se dá conta de que não vale a pena se estressar ou acabar com sua vida por causa daquela palavra, daquele ruído. Outras vezes, pedimos para o paciente cantar seus pensamentos negativos ou repeti-los imitando a voz de um personagem de desenho animado. Funciona também na voz  de um político impopular. O propósito não é ridicularizar o paciente, mas fazê-lo notar que se trata apenas de um pensamento. Essa técnica vale para todo tipo de problema, desde memórias desagradáveis, medos, traições, culpa até dependência de substâncias químicas.

Veja – Em quanto tempo os resultados aparecem?
Hayes – Em alguns casos, em poucas horas. Certa vez obtive bons resultados com psicóticos em apenas três dias. Com pessoas que sofrem de alcoolismo ou dependência química são necessárias ao menos 25 sessões. Muitas vezes, a mente insiste em não cooperar. Quando pensamos em algo, a tendência é
julgarmos o pensamento como certo ou errado. O que eu tento fazer é sair desse caminho óbvio. Por isso a mente protesta.

Veja – Quase 20% da população mundial terá depressão em algum momento da vida. Por que essa doença se tornou tão comum?
Hayes – Não é só a depressão. Nas últimas décadas assistimos ao rápido crescimento de uma série de doenças psicológicas. Isso inclui desde os transtornos de humor, como a depressão e o distúrbio bipolar, até os de ansiedade, como a síndrome do pânico, o transtorno obsessivo-compulsivo e o stress pós-traumático. A explicação é que não sabemos mais lidar com nossas experiências negativas. Muitos depressivos pioram em decorrência de um processo que chamamos de rejeição dos sentimentos: você tenta não sentir o que está sentindo, e o resultado é que sente mais ainda.

Veja – Por que isso ocorre com mais freqüência na atualidade?
Hayes – No mundo moderno esse processo é intensificado por dois motivos. O primeiro é que, com a tecnologia fazendo tudo mais fácil, somos pressionados a acertar sempre e a conseguir tudo o que queremos. Com isso, temos dificuldade em lidar com nossos limites e com os percalços do cotidiano. No
passado, as pessoas aprendiam a se decepcionar e a aceitar suas fraquezas de maneira mais saudável. Basta olhar para as tradições religiosas que antes tinham grande aceitação: os fiéis jejuavam porque essa era uma forma de simular a dor dos antepassados ou de um salvador. O segundo motivo é a ditadura da felicidade superficial, que nada tem a ver com uma vida repleta de sentidos. Hoje você diz às crianças que elas devem se sentir bem de dia e de noite, e se elas não conseguem é porque há algo errado. O resultado é que
elas se tornam incapazes de lidar com o desconforto de uma maneira saudável. No futuro, essas crianças serão mais vulneráveis a problemas de saúde mental.

Veja – O senhor está dizendo que a tendência para querer evitar o sofrimento a qualquer custo é o único fator de risco para a depressão?
Hayes – Não. O histórico familiar conta muito. A propensão à doença é maior quando há casos de depressão, transtornos de ansiedade ou alcoolismo na família. Esses três distúrbios andam juntos, e na raiz de todos eles está a dificuldade em lidar com a dor. Em geral as mulheres tendem a ter mais depressão que os homens. Por uma questão cultural e educacional, elas são estimuladas a agir passivamente ao lidar com emoções negativas.

Veja – Como distinguir depressão de tristeza?
Hayes – Os sintomas da depressão avançam por um período maior, no mínimo por
semanas. Quando está deprimido, o paciente não quer sentir mais nada. A metáfora usada é a de um buraco que se abre no chão e suga todas as suas emoções e energias. Um dos principais sintomas é a falta total de interesse na vida. O indivíduo não quer mais saber de comida, sexo ou qualquer atividade que costumava lhe interessar.

Veja – O que o senhor acha do uso de remédios antidepressivos em combinação com a terapia?
Hayes – Tenho algumas ressalvas aos remédios que não tiveram sua eficácia comprovada, como alguns antidepressivos. A indústria faz bilhões de dólares com esses remédios, e seus resultados muitas vezes são pífios. O Prozac, por exemplo, foi anunciado como uma revolução no tratamento da depressão. Em uma
pesquisa recente, ele teve nos voluntários um efeito apenas um pouco melhor do que o de placebo. Com resultados como esses, o melhor seria tomar pílulas de açúcar em vez de antidepressivos. Outras vezes, combinar remédio e terapia é improdutivo, porque a droga, além de causar dependência, interfere
no que o paciente faz no consultório. Tranqüilizantes contra a ansiedade, por exemplo, prejudicam os efeitos das terapias de exposição, aquelas em que o paciente enfrenta situações nas quais é obrigado a vencer os próprios medos.

Veja – O senhor teve seu primeiro ataque de pânico aos 29 anos. Como isso mudou a sua vida?
Hayes – Eu tive síndrome do pânico e agorafobia. Tinha medo de lugares e situações em que não poderia ser socorrido caso passasse mal. Cheguei a um ponto em que não podia entrar em um elevador, participar de reuniões ou mesmo falar ao telefone. Foi algo realmente doloroso, porque não podia seguir plenamente a vida que tinha escolhido. Dar aulas era um suplício. Meu primeiro ataque aconteceu logo depois de me divorciar e, por isso, não pude ser o pai que gostaria de ter sido para meu filho mais velho. Eu estava
empenhado em uma guerra dentro da minha própria cabeça.

Veja – Como o senhor se curou?
Hayes – Durante dois anos, eu não podia entrar em lugares pequenos nem muito abertos. Tudo o que eu fazia girava em torno da doença. Foi quando me dei conta de que, se não reagisse, ela acabaria enterrando minha carreira. Aos poucos, comecei a aprender a aceitar a dor e a ver meu problema com certo distanciamento. Ter passado por essa experiência hoje me ajuda a compreender meus pacientes. Faz onze anos que não tenho uma crise. Quando a última ocorreu, aprendi a nunca dizer nunca. Sempre digo que ainda não estou curado. Nunca estarei. Sou uma pessoa com síndrome do pânico em recuperação.
É o mesmo que ser um ex-alcoólatra.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sprint...



Adoro correr...aliás adoro movimento, exercicio,  dançar, música... e descobri na corrida uma junção de tudo isso... corro quando estou me sentindo bem...e corro também quando não estou tão bem assim... coloco meu ipod e meu mundo passa a ter a trilha sonora que eu quiser... problemas somem...a corrida traz uma clareza impressionante... depois de 30min correndo nada é mais tão complicado... tudo parece mais fácil...e eu mais disposta...a encarar o dia e resolver o que for possivel!
"Nós somos a soma das nossas decisões" (essa frase é de um filme de Woody Allen), a corrida entrou na minha vida como uma escolha, uma decisão...cuidar da minha saúde, praticar um esporte, tirar um tempo só para mim, para me escutar, para escutar a música que eu quiser (quem tem filhos pequenos sabe o quanto isso é dificil durante o dia!!!), para sentir meu corpo funcionando...
Todo dia acordo e penso nisso, escolho correr, escolho treinar para o meu bem estar... e sempre me sinto melhor...
Durante muito tempo joguei tenis, e ainda jogo, mas o tenis é um esporte muito mais complexo...se você não está bem, o jogo não sai...o adversário está ali, do outro lado da rede, com todas as questões dele também...a cada ponto um ganha, o outro perde...é um jogo fácil de perder para si mesmo... superação e frustração a cada jogada...
 Não consigo ter o mesmo prazer no tenis do que eu encontrei na corrida... Para minha "mente inquieta" a corrida tem um efeito calmante...o som da respiração, constante, os passos, um após o outro...até as músicas que escolho normalmente tem o ritmo, a batida dos passos...
A vitória é uma meta pessoal, aumentar km a cada prova, diminuir o tempo... E uma das grandes vantagens: não tem dia ruim para corrida, pode chover, pode ter sol, você pode correr aonde estiver, escolher o melhor horário para você...e só é necessário um par de tenis ( e no meu caso, na maioria da vezes meu ipod e  frequencimetro)...literalmente: só depende de você! "Nós somos a soma de nossas decisões"!

A Sprint Assessoria Esportiva  tem o Paulinho como treinador e personal, e ele é ótimo! Estou na minha 4 semana de treinos e os progressos são notáveis! Dia 21/03 encaro minha primeira prova de 10km e em abril o Mountain Do... ai ai...tão bom! Obrigada treinador!

Sobre Afinidade...

    

  O que dizer? o texto é lindo...o tema é lindo...e pra quem já sentiu sabe o quanto o sentimento é maravilhoso...Conto nos dedos (das mãos) os seres amados, iluminados que me cercam e que compartilham deste sentimento comigo... Amigos, pessoas que eu amo, familiares... mesmo quando estamos separados, estamos juntos em pensamentos em sentimentos...as mesmas músicas, os mesmos questionamentos, as mesmas angústias e alegrias...irmãos de alma como eu costumo chamar... sempre que leio este texto lembro dessas pessoas especiais e de quanto a afinidade é importante e tranquilizante para corpo, alma e coração!!!
                                                       
                                                                Afinidade


"Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois.
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado."
(Artur da Távola)

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