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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre Eduação e Filhos...

Quando se fala em educação, filhos, adolescência, muitas dúvidas surgem aos pais, educadores, familiares e muito vem se discutido e estudado sobre o assunto e sobre as mudanças de comportamentos sociais de crianças, jovens e suas famílias...
Como terapeuta familiar, enxergo sempre a dança da família e seus passos muitas vezes acelerados, desordenados, outras vezes ritmados em harmonia, nem sempre é fácil, mas é possível!
O mais importante é a reflexão e o diálogo, tempo para olhar para as relações, para os sintomas, para o funcionamento familiar...
Posto o texto a seguir, pois achei muito interessante a reflexão...
 
Meu filho, você não merece nada.
A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada
 
   Divulgação
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br Twitter: @brumelianebrum
 
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Reflexões Narrativas sobre Família e pequenos prazeres da vida!

A primavera chegou cheia de encantos e aqui em casa (ou melhor apto.), trouxe as borboletas, passarinhos, flores e frutas... e também inspiração para escrever...


minha jabuticabeira, na floreira carregou...

pitanga que os meninos podem colher...
 
e o novo membro da família... o Beta, Mengo!

Ando em falta com o blog... e me sinto culpada... Tenho feito tanta coisa e tenho tanto para postar, para dividir aqui, mas lá vem a velha desculpa : - Não tenho tempo!!!! Socorro...
Bom, isso me fez refletir sobre o que ando fazendo com meu tempo... As fotos me ajudam muito nisso, pois tenho o hábito de fotografar quase tudo que considero relevante: desde um simples café da manhã, com a típica bagunça familiar, um jantarzinho mais elaborado, ou até novas e incrivelmente encantadoras descobertas dos guris...
Vou postando sobre tudo isso por aqui com calma... mas o que valeu a reflexão foi perceber que ando bastante disponível para os assuntos aqui de casa, e isso me deixa bastante feliz!
Quando decidi voltar ao consultório, umas das minhas principais preocupações era sobre o tempo disponível para os meninos (os 3!), e hoje, 1 ano depois vejo que todos ficaram bem... A qualidade do tempo melhorou, não sei se pela idade dos meninos (muito mais fácil o diálogo com crianças maiores!), pelos interesses em comum (somos parecidos e atentos ao respeito pelas diferenças!), pela satisfação profissional da mãe deles... o fato é que quando estou em casa, procuro realmente estar em casa e por mais simples que isso pareça, não é fácil...
Brincar de massinha, ler livrinhos, montar castelinhos, desenhar e pintar (eles nem gostam muito!), fantasias, joguinhos, filmes, são "passatempos" gostosos de fazer com eles...
Ir ao supermercado, só quando eles estão dispostos a ajudar (caso contrário vira um estresse e esta é uma tarefa que pode ser poupada da presença deles)...
Passeios ao clube, casa dos avós, aulinhas extras são momentos divertidos onde mesmo no carro o diálogo acontece de uma maneira bem engraçada e me ajuda a perceber onde essas criaturinhas estão realmente...
Não deve ser fácil ser filho de psicóloga (que observa e reflete o tempo todo), nem de fotógrafa (que anda no mínimo com uma pequena câmera na bolsa...), mas pode ser divertido!
As famílias deveriam ter mais tempo para si... Tempo para nada, só para curtir o simples fato de estar em família... pois é isso que fica, não? Pense: quais suas lembranças de infância? As melhores não envolvem encontros familiares ou com pessoas que você gostava para simplismente "passar o tempo"? Brincar com primos, com amigos, casa de avós, vizinhos, brincadeiras na rua...
Me lembrei do livro/filme : Comer, Rezar, Amar : Dolce far niente, traduzido como: doce fazer nada, isto é, o ócio prazeroso e relaxante... as familias deveriam ter mais esse prazer...
Ficar na rede com as crianças me dá uma sensação de plenitude (confesso que principalmente quando eles estão calmos e quietos... caso contrário nem consigo refletir...rs...), Preparar qualquer refeição com capricho e com calma, prestar atenção e agradecer pela vida, por ela ser perfeita com é e me ensinar exatamente o que preciso aprender...
Amei o livro e curti muito o filme, mas cada um de nós pode fazer esta "viagem", um mergulho interior, sem ir tão longe... pare para observar, reflita, descubra seu ritmo, seu espaço, sua forma de viver...
Em toda essa "reflexão" sei que fico em dívida com minhas amigas, pois para isso realmente não sobra muito tempo... me desculpem! Minha vida social se resume a sexta e/ou sábado a noite, essa é quase uma regra... o resto do tempo livre eu divido em trabalho, descanso e familia! Os que tem filhos/família me entendem, os que ainda não tem quando tiverem vão entender... Felizmente, atualmente estar em família (grande ou pequena) é um dos meus grandes prazeres...

domingo, 14 de março de 2010

Sobre Paciência e Persistência...

 
O Bambu Chinês...
Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.
Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas... uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.
Um escritor de nome Covey escreveu:
"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5.º ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava..."
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos... Em nosso trabalho especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento,de pensamento, de cultura e de sensibilização,devemos sempre lembrar do bambu
chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.
Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a
Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos..!!!

Conheci esse texto atraves do meu irmão... Aliás, estou sempre aprendendo com ele...somos tão parecidos e tão diferentes...qquer hora escrevo aqui algo sobre fratrias, irmandades, vínculos familiares... universo que me encanta...
Bom... lembrei dele, do trabalho dele, e de trabalhos que levam uma vida...
No caso dele, jogar e treinar tenis, criar e gerenciar atletas...
No meu, criar filhos, gerenciar uma familia...
Criar filhos por exemplo... tarefa nada fácil...anos de dedicação, expectativas e poucas certezas...
A verdade é que a certeza precisa ser interna, é preciso acreditar que o melhor está sendo feito, que cada dia é importante, que cada dúvida merece uma resposta cuidadosa, cada descoberta tem a sua importância, cada discussão seu objetivo, cada queda seu aprendizado... assim como a raiz do bambú, quase invisível aos olhos nos primeiros anos...mas a certeza de que a base está sendo nutrida, bem  formada,cuidadosamente...carinhosamente...conscientemente!




sábado, 21 de junho de 2008

Só MÃE e PONTO






Ser Só Mãe? Como SÓ?
Bom... decidi escrever sobre a "difícil arte de ser só mãe"!
Fazer a escolha de renunciar a carreira profissional, dedicar-se ao acompanhamento do crescimento dos filhos não é uma escolha fácil, principalmente em uma sociedade que estimula o consumo e a igualdade de papéis entre homens e mulheres... igualdade de papéis? Até concordo que a mulher tem talentos, muita determinação e outros atributos que poderia iguala-la ao homem em sua carreira profissional... mas e seu papel de mãe? mulher? esposa? dona DA casa?
Fui criada com uma mãe presente, que não importa a hora em que chegássemos em casa ela estava lá, ela sabia do funcionamento da casa, dos horários da escola, das nossas atividades, cuidava da nossa alimentação, formação... e ainda, como esposa, tinha cuidados voltados ao meu pai... isso me dava segurança, tranquilidade em saber que tinha um LAR, mais que uma casa, tinha o meu canto, o meu lugar seguro com uma pessoa que me amava para me acolher caso fosse necessário... Cresci assim e este sempre foi meu ideal de família, não que quisesse casar e ter filhos como um sonho... tudo foi acontecendo naturalmente mas sempre tive a certeza de que caso tivesse filhos, esse seria meu papel junto ao crescimento deles... Hoje tenho 2 filhos ainda pequenos e quando o segundo nasceu tomei a decisão de "ficar em casa" com eles... nada mais rico e mais prazeroso para mim... Porém em uma sociedade que cobra "posturas" de uma mulher moderna, onde não basta ser MÃE, você precisa ser uma super-mulher, que trabalhe (fora de casa), cuide (e bem) dos filhos e do marido, da casa, e de você... ah...isso é BEM difícil não? Estar sempre bem (arrumada e em forma...), com filhos comportados( que dormem bem, comem bem, não brigam, são educados...), e marido presente é o sonho de muita mulher que idealiza o "casamento"... e realmente é o que nossa sociedade consumista tenta vender não? Sempre existe uma revista de moda com roupas lindas e caras para uma mãe vestir-se bem para ir ao supermercado ou buscar o filho no colégio... ah... realmente? uma mãe que se dedica em fazer as compras da semana ou do mês e ainda buscar os filhos no colégio precisa de uma roupa elegante ou confortável? um agasalho bonitinho ou jeans e camiseta e tenis já resolvem não? Mas fazemos parte de uma camada que precisa consumir... é preciso mais que rímel e gloss... é preciso um cabelo bonito, um rosto bonito, roupas bonitas, acessórios... uma mãe moderna sem acessórios??? Ah... só as mães (que fazem supermercado e buscam os filhos pequenos no colégio) sabem quanto tempo dura um colar de bolinhas, um brinco de argolas, um batom, uma escova no cabelo, e uma roupa sem manchas, e o quanto dói não estar com sapatos confortáveis nos pés... crianças adoram brincar e eventualmente arrebentar o lindo colar de bolinhas ou pedrinas coloridas que a mamãe tem no pescoço... e brincos grandes então? crianças pequeninhas adoram... e os filhos mais velhos que vem dar uma abraço com a mão melada de tinta, massinha, restinhos de comida ou até meleca... ah você vai recusar? vendo a carinha de feliz dele vindo em sua direção? vai dizer "-primeiro vamos lavara as mãos?"... bom eu não consigo ser assim nem compreendo essa postura... Filhos crescem e se você não abraça-los e muito sempre e todo dia pode acreditar que vai sentir falta disso mais tarde... Então na minha opinião mãe precisa ser presente, precisa estar confortável no seu papel de mãe, precisa estar disponível para o crescimento dos filhos... Quer um mundo melhor? mais justo? mais digno? com mais amor e mais respeito? Na minha opinião podemos começar com isso em casa, na nossa vida...com nossos filhos... Mães são o futuro... somos formadoras de novas gerações... geramos novas gerações... Minha intensão com este blog é esta, um desabafo-diário, sobre esta difícil arte de ser Mãe!!!!

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