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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sobre mães e maternidade...


Como mãe, adoro esse texto... (pude reler no blog de uma amiga , também mãe e profissional que faz maravilhas cheias de encanto...) e até achei que já tinha postado ele por aqui...
Não há nada mais importante para a vida de um ser humano do que ser amado pela mãe, presença de mãe não se substitui, mãe é uma figura mágica, onde buscamos, amor, carinho, acolhimento... isso segue por toda vida...
Mulheres que podem mergulhar na vida da maternidade, devem fazê-lo sem culpa e com a certeza de que estarão contribuindo para um mundo melhor... semeando no mundo uma semente de amor, cuidada com carinho, com tempo, com respeito... os primeiros 7 anos de vida de uma criança são marcados por aprendizados, descobertas e sensações que a mãe mais do que ninguém sabe compreender e acolher!
Sei e sinto que estamos em uma fase onde a mulher é cobrada em seus vários papéis, a independência feminina tão almejada trouxe muitas consequências... e muitas expectativas...
Saber lidar com isso não é tarefa fácil...
Sábias as mulheres que conseguem ter clareza em fazer suas escolhas, que conseguem manter-se conectadas com sua essência, que conseguem se orgulhar de serem mulheres, mães, amantes, esposas, namoradas e profissionais... do jeito possível e não idealizado! Tarefa de uma vida!
Fica ai então o texto e a reflexão...


Profissão: Mãe
"Uma mulher foi renovar sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
- O que lhe pergunto é se tem algum trabalho senhora! - diz o funcionário.
- Claro que tenho! Sou mãe! - exclamou.
- Não consideramos "mãe" um trabalho. Vou colocar dona de casa. - disse o funcionário friamente.
Não voltei a me lembrar desta história até me encontrar em uma situação idêntica.
Atendeu-me uma funcionária de carreira, eficiente, segura, dona da situação, e perguntou:
- Qual é a sua ocupação?
Respondi com segurança e autoridade:
- Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas.
A funcionária fez uma pausa e me olhou como que diz que não entendeu bem.
Eu repeti, pausadamente, as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo no questionário oficial.
- Posso perguntar, o que faz exatamente? - diz a funcionária instigada.
- Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e campo experimental ( normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família) e já recebi quatro projetos ( todas meninas!). Trabalho em regime de dedicação exclusiva ( alguma mulher discorda?), com uma carga horária de 14 horas diárias ( para não dizer 24 horas).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que ao acabar de preencher o formulário, levantou-se e pessoalmente me abriu a porta.
Ao chegar em casa, com o título da minha carteira erguido, fui recebida pela minha equipe:
Uma com 13 anos, outra com 7 e a terceira com 4. Ao longe, pude ouvir o meu mais novo experimento ( um bebê de 6 meses), testando mais uma tonalidade de voz.
Senti-me triunfante! Maternidade, que carreira gloriosa!
Assim, as avós deveriam ser chamadas de Doutoras-Sênior em Desenvolvimento Infantil e Relações -humanas e as tias, Doutoras-Assistentes!
Doutoras na arte de fazer uma vida melhor!"
 
 
Acho ainda que aos pais, maridos e companheiros caberia ou deveria existir o cargo de: Auxiliar, Assistente ou Substituto temporário da Doutora em Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas em muitos momentos...  Não é verdade?!


sábado, 21 de junho de 2008

Só MÃE e PONTO






Ser Só Mãe? Como SÓ?
Bom... decidi escrever sobre a "difícil arte de ser só mãe"!
Fazer a escolha de renunciar a carreira profissional, dedicar-se ao acompanhamento do crescimento dos filhos não é uma escolha fácil, principalmente em uma sociedade que estimula o consumo e a igualdade de papéis entre homens e mulheres... igualdade de papéis? Até concordo que a mulher tem talentos, muita determinação e outros atributos que poderia iguala-la ao homem em sua carreira profissional... mas e seu papel de mãe? mulher? esposa? dona DA casa?
Fui criada com uma mãe presente, que não importa a hora em que chegássemos em casa ela estava lá, ela sabia do funcionamento da casa, dos horários da escola, das nossas atividades, cuidava da nossa alimentação, formação... e ainda, como esposa, tinha cuidados voltados ao meu pai... isso me dava segurança, tranquilidade em saber que tinha um LAR, mais que uma casa, tinha o meu canto, o meu lugar seguro com uma pessoa que me amava para me acolher caso fosse necessário... Cresci assim e este sempre foi meu ideal de família, não que quisesse casar e ter filhos como um sonho... tudo foi acontecendo naturalmente mas sempre tive a certeza de que caso tivesse filhos, esse seria meu papel junto ao crescimento deles... Hoje tenho 2 filhos ainda pequenos e quando o segundo nasceu tomei a decisão de "ficar em casa" com eles... nada mais rico e mais prazeroso para mim... Porém em uma sociedade que cobra "posturas" de uma mulher moderna, onde não basta ser MÃE, você precisa ser uma super-mulher, que trabalhe (fora de casa), cuide (e bem) dos filhos e do marido, da casa, e de você... ah...isso é BEM difícil não? Estar sempre bem (arrumada e em forma...), com filhos comportados( que dormem bem, comem bem, não brigam, são educados...), e marido presente é o sonho de muita mulher que idealiza o "casamento"... e realmente é o que nossa sociedade consumista tenta vender não? Sempre existe uma revista de moda com roupas lindas e caras para uma mãe vestir-se bem para ir ao supermercado ou buscar o filho no colégio... ah... realmente? uma mãe que se dedica em fazer as compras da semana ou do mês e ainda buscar os filhos no colégio precisa de uma roupa elegante ou confortável? um agasalho bonitinho ou jeans e camiseta e tenis já resolvem não? Mas fazemos parte de uma camada que precisa consumir... é preciso mais que rímel e gloss... é preciso um cabelo bonito, um rosto bonito, roupas bonitas, acessórios... uma mãe moderna sem acessórios??? Ah... só as mães (que fazem supermercado e buscam os filhos pequenos no colégio) sabem quanto tempo dura um colar de bolinhas, um brinco de argolas, um batom, uma escova no cabelo, e uma roupa sem manchas, e o quanto dói não estar com sapatos confortáveis nos pés... crianças adoram brincar e eventualmente arrebentar o lindo colar de bolinhas ou pedrinas coloridas que a mamãe tem no pescoço... e brincos grandes então? crianças pequeninhas adoram... e os filhos mais velhos que vem dar uma abraço com a mão melada de tinta, massinha, restinhos de comida ou até meleca... ah você vai recusar? vendo a carinha de feliz dele vindo em sua direção? vai dizer "-primeiro vamos lavara as mãos?"... bom eu não consigo ser assim nem compreendo essa postura... Filhos crescem e se você não abraça-los e muito sempre e todo dia pode acreditar que vai sentir falta disso mais tarde... Então na minha opinião mãe precisa ser presente, precisa estar confortável no seu papel de mãe, precisa estar disponível para o crescimento dos filhos... Quer um mundo melhor? mais justo? mais digno? com mais amor e mais respeito? Na minha opinião podemos começar com isso em casa, na nossa vida...com nossos filhos... Mães são o futuro... somos formadoras de novas gerações... geramos novas gerações... Minha intensão com este blog é esta, um desabafo-diário, sobre esta difícil arte de ser Mãe!!!!

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