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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sobre... Amigos!!!

Tenho amigos verdadeiros que eu amo, sinto falta mas encontro muito menos do que gostaria...
Tenho amigos queridos, sinceros, amigos de vida, de festa... Tenho amigos de alma, amigos irmãos, amigos para sempre...
Refletindo a respeito da verdadeira amizade, lembrei-me de Vinicius de Moraes, meu primeiro amor de poeta, escritor, meu primeiro contato com a literatura, música e sensibilidade...
divido aqui o texto que amo:



AMIGOS - Vinicius de Moraes (meu poetinha favorito!!!)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem desaparecidos todos os meus amores,
mas enlouqueceria se desaparecessem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

domingo, 11 de abril de 2010

Sobre amigos, amigos e amigos...

Ai ai... amigos! estava com saudade...
Parece que por aqui, depois do Carnaval, depois da Páscoa, as coisas se aquietam e passamos mais tempo dos finais de semana disponíveis para os encontros com amigos... pelo menos eu sinto assim...
Quando o final do ano se aproxima e a possibilidade de uns dias de férias também, logo pensamos em praia,  viagens ou em encontros e reencontros familiares... ótima época para tudo isso... fundamental... Mas eu andava com saudade de alguns amigos... amigos queridos, divertidos, alegres, leves... saudade de ter um tempo disponível para esses encontros...
Confesso também que tenho uma certa facilidade em me cansar de pessoas... e uma intolerância ao besteirol e aos encontros vazios e desnecessários...
Encontros de alma me encantam... encontros leves, divertidos, que nutrem cabeça e coração... Encontros sem hora marcada, sem cobrança, sem necessidade até... é só o simples encontro... só?! Isso me basta! Confio no destino, confio nos encontros do destino... para encontros verdadeiros o universo conspira...
Então entre leituras no final de semana me deparei com alguns textos que trouxeram a lembrança de amigos muito especiais, alguns encontro sempre (que bom!), outros não vejo há anos mas a lembrança de momentos felizes torna a distância insignificante...
Amigos queridos... obrigada por existirem... obrigada por compartilharem comigo momentos diveridos e dolorosos, alegrias e angústias... obrigada por tolerarem meu temperamento inquieto, meus questionamentos meu ritmo (as vezes presente, as vezes ausente!)...

Como amo Rubem Alves, não poderia deixa-lo fora deste tema... Que doçura nas palavras, quanta reflexão, quanta sensibilidade... então segue ai pedaços de um texto de um livro dele que eu amo: O Retorno e Terno!
"O encontro acontecera de repente, mas era como se já tivessem sido amigos a vida inteira. A experiência da amizade parece ter suas raízes fora do tempo, na eternidade. Um amigo é alguém com quem estivemos desde sempre.
Pela primeira vez, estando com alguém, não sentia necessidade de falar. Bastava a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro."
"Amiga é aquela pessoa em cuja companhia não é preciso falar. Você tem aqui um teste para saber quantos amigos você tem. Se o silencio entre vocês dois lhe causa ansiedade, se quando o assunto foge você se poe a procurar palavras para encher o vazio e manter a conversa animada, então a pessoa com quem você está não é amiga. Porque um amigo é alguém cuja presença procuramos não por causa daquilo que se vai fazer juntos, seja bater papo, comer, jogar ou transar. Ate que tudo isso pode acontecer. Mas a diferença está em que, quando a pessoa não é amiga, terminado o alegre e animado programa, vem o silencio e o vazio – que são insuportáveis. Nesse momento o outro se transforma num incomodo que entulha o espaço e cuja despedida se espera com ansiedade. Com o amigo é diferente. Não é preciso falar. Basta a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro. Amigo é alguém cuja simples presença traz alegria independentemente do que se faça ou diga. A amizade anda por caminhos que não passam pelos programas."

Esse aqui mesmo... eu adoro... totalmente verdadeiro! Queria ter sido eu, autora dessas palavras... mas não sou... o que não me impede de dividir isso por aqui:
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril."
(Oscar Wilde)
e só pra encerrar com o meu mais fave escritor de todos, queridissimo e amadissimo Rubem Alves:
"Diante do amigo sabemos que não estamos só. E alegria maior não pode existir!"
é isso... todos os meus verdadeiros amigos tornam minha vida mais completa, mais alegre... muito mais! Obrigada amigos queridos! Bjos com carinho em todos!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Açorda de Bacalhau...delícia!




Ah...essa eu fiz e ficou uma delícia..
Inspirada na revista Casa e Comida deste mês, que traz além de lindas imagens ótimas receitas e algumas idéias para a Páscoa...bem legal!
Ficou muuuuito bom, uma receitinha fácil, boa de dividir com amigos num jantarzinho divertido, leve...
por aqui recebemos meu cunhado-irmão, uma graça, filho da Graça, conversa fluindo fácil, polemiKas - como não poderiam deixar de ser... enfim...companhia agradável, conversa agradável, comidinhas mais que agradáveis...
O prato chama-se Açorda de Bacalhau, uma breve explicação:
"A açorda é um prato de origem caseira, tradicional do Alentejo. Basicamente, a açorda é uma papa de pão duro à qual se juntam os ingredientes que quisermos como: bacalhau ,camarão, peixe, carne de porco, etc. Em tempos passados os bebes depois de deixarem de mamar começavam a comer uma papa feita de pão e leite ou uma açorda ralinha feita com pão e água, 1 dente de alho, uma gema de ovo e um pouquinho de sal e azeite. Quando a açorda fica sem líquido e bastante seca os alentejanos chamam-lhe migas."
Como sempre, dei uma adaptada na receita original, então essa foi a receita que eu fiz:
  • aprox. 1kg de bacalhau dessalgado
  • 100ml de azeite de oliva
  • 2 tomates pecados em cubo sem pele
  • 2 cebolas bem picadinhas
  • 2 dentes de alho amassados
  • sal e pimenta a gosto
  • 2 unidades de pão ciabatta
Cozinhe o bacalhau em agua fervente por 20min, depois tire toda pele e espinhas,
Refogue no azeite o alho, a cebola e o tomate, depois junte o bacalhau desfiando lascas grandes,
Corte o pão Ciabatta em fatias finas e ajeite ao redor de uma travessa, coloque o refogado de bacalhau no centro, regue com bastante azeite de oliva, por cima corte lascas (raladas) de queijo tipo grana e leve ao forno (baixo) por aprox. 20 min.
Fica uma delicia para comer com as mãos mesmo tirando as fatias de ciabatta e cobrindo com mais bacalhau e azeite...hummmm...
O chefe da casa, também contribuiu com uma "saladinha" de bacalhau de entrada:
cebola roxa picadinha, pimentão vermelho, verde e amarelo bem picadinho também, lascas de bacalhau bem desfiadinhas, tempero verde (salsa, cebolinha fininha ), ovos cozidos, azeitonas, bastante azeite de oliva... dá pra colocar batatas cozidas em cubinhos também, mas como comemos com pão italiano, dessa vez a batata ficou de fora! Uma delicia para comer enquanto o "prato quente" fica no forno... cervejinhas, espumantes...delicia não?!




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