Refletir, meditar, observar, viver... divido aqui meus momentos reflexivos...
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domingo, 16 de outubro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Sobre relacionamentos...
Meu irmão postou este texto no facebook, gostei tanto que copiei e postei lá também... Achei um belo texto reflexivo...
A autoria é atribuida ao Arnaldo Jabor, não tenho certeza... adoro ele, Marta Medeiros, Lya Luft, Rubem Alves... todos tem o dom de escrever com sensibilidade e realidade sobre fatos, sentimentos e comportamentos comuns a todos nós...
"Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa: - Ah, terminei o namoro... - Nossa, estavam juntos há tanto tempo... - Cinco anos.... que pena... acabou... - é... não deu certo... Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar... Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ???"
Se cada um cuidar de si, os relacoinamentos passam a ser tão mais inteiros...
Boa reflexão...
A autoria é atribuida ao Arnaldo Jabor, não tenho certeza... adoro ele, Marta Medeiros, Lya Luft, Rubem Alves... todos tem o dom de escrever com sensibilidade e realidade sobre fatos, sentimentos e comportamentos comuns a todos nós...
"Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa: - Ah, terminei o namoro... - Nossa, estavam juntos há tanto tempo... - Cinco anos.... que pena... acabou... - é... não deu certo... Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar... Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ???"
Se cada um cuidar de si, os relacoinamentos passam a ser tão mais inteiros...
Boa reflexão...
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Sobre Meditação e Assertividade
Recebi este "texto-reflexão" de uma pessoa muito querida e reflexiva, divido por aqui pois acho que muitos podem aproveitar a reflexão e avaliar sua postura perante a vida e os benefícios da assertividade... Faça o exercício de estar presente em cada pequena escolha de sua vida, avalie sua postura e seu tempo de resposta as situações e o quanto está sendo sincero consigo e com os outros...
boa leitura e boa reflexão!
boa leitura e boa reflexão!
ASSERTIVIDADE - É a capacidade de expor de maneira clara – e sem máscaras – o que se pensa, sente ou quer.
MEDITAÇÃO - Uma prática que nos faz Estar 100% presente e centrado no seu próprio eixo. Um estado de relaxamento e diálogo interno, que traz clareza, serenidade e lucidez.
Existem pessoas que encarnam com uma natureza por demais flexível e necessitam praticar a meditação para serem mais assertivas na razão (trabalhar o enraizamento e os pés no chão).
Existem pessoas que encarnam com uma natureza por demais rígida e necessitam trabalhar a meditação para serem mais flexíveis e assertivas no coração (trabalhar a sensibilidade e o emocional).
Mas tenha você a natureza que tiver, a meditação e a assertividade são o caminho e a chegada.
Veja o texto abaixo extraído do Boletim informativo do Centro de Tratamento Bezerra de Menezes - jul-ago/2002 e saiba mais.
1. O QUE É ASSERTIVIDADE
É falar e agir com sinceridade, sem inibição, temor ou agressividade. É ser claro e afirmativo, sem deixar dúvidas sobre o que pensamos e sentimos, porém, sem agredir ou provocar incômodo demasiado na outra pessoa. Assim, assertividade é a arte de defender nosso espaço vital, nosso mundinho particular, sem recuar e sem agredir.Nem sempre é fácil nos expressarmos dessa forma porque, desde pequenos, nos ensinaram que a passividade , a omissão e até mesmo a submissão, em alguns casos, seriam nossas aliadas para viver em paz e longe dos conflitos. Essa cultura é o maior obstáculo para que adotemos atitudes assertivas no nosso dia-a-dia. A assertividade é tida como a mais eficaz forma de defesa do nosso espaço vital.
2. NÃO: A PALAVRA MAIS PERIGOSA
O não representa a quebra de uma expectativa. Ninguém gosta de ouvir um não, porque não é rejeição, e ninguém gosta de ser rejeitado. Nós não somos educados para aceitar a rejeição como uma circunstância normal da vida. Dizer não é sempre arriscado, embora, muitas e muitas vezes, seja necessário, imperioso, urgente, adequado e conveniente.
O grande segredo é aprender a dizer não e aprender a ouvir não, porque a forma de dizer e a forma de ouvir podem fazer a diferença entre o prazer e o desencanto, entre a harmonia e o conflito.
O ser humano precisa aprender a conviver com o não como uma contingência natural do convívio e, a partir dessa regra, jogar o jogo da vida com as cartas de que dispõe.
3. PERFIL DE UMA PESSOA ASSERTIVA
1. Expressa seus sentimentos com espontaneidade, naturalidade e calma.
2. Adota uma posição clara e transparente, sem disfarces ou máscaras.
3. Diz sim ou não como decorrência de análise imparcial e jamais tendenciosa.
4. Enfrenta o problema e não a pessoa; seu foco é o fato e não o agente do fato.
5. É firme, quando necessário, sem ferir ninguém.
6. Sabe ser flexível, sem abandonar seu espaço vital nem invadir o do outro.
7. Faz valer os seus direitos sem, contudo, negar os direitos dos outros, que considera tão importantes quanto os seus.
4. PRINCÍPIOS DA ASSERTIVIDADE
A postura assertiva fundamenta-se nos seguintes princípios:
1. Na qualidade da comunicação interpessoal.
2. Na aceitação das limitações do outro, sem agressividade.
3. No respeito ao posicionamento do outro.
4. Na confiança entre as partes.
5. No reconhecimento das reais intenções do emissor e do receptor da mensagem.
5. A PESSOA NÃO ASSERTIVA
- Costuma dizer sim quando gostaria de dizer não.
- Teme ou receia desagradar as pessoas com quem tem contato, para evitar conflitos.
- Omite suas opiniões em discussões para não pôr seu espaço em risco.
- Só pensa na resposta depois que a oportunidade passou; a ficha cai tarde demais.
- Se for agressiva, pode responder muito vigorosamente, com rispidez, causando forte impressão negativa e, mais tarde, arrepender-se de ter agido assim.
- Passa pela vida cheia de inibições, cedendo à vontade alheia e acaba guardando desejos e sonhos sem jamais tentar realizá-los.
MEDITAÇÃO - Uma prática que nos faz Estar 100% presente e centrado no seu próprio eixo. Um estado de relaxamento e diálogo interno, que traz clareza, serenidade e lucidez.
Existem pessoas que encarnam com uma natureza por demais flexível e necessitam praticar a meditação para serem mais assertivas na razão (trabalhar o enraizamento e os pés no chão).
Existem pessoas que encarnam com uma natureza por demais rígida e necessitam trabalhar a meditação para serem mais flexíveis e assertivas no coração (trabalhar a sensibilidade e o emocional).
Mas tenha você a natureza que tiver, a meditação e a assertividade são o caminho e a chegada.
Veja o texto abaixo extraído do Boletim informativo do Centro de Tratamento Bezerra de Menezes - jul-ago/2002 e saiba mais.
1. O QUE É ASSERTIVIDADE
É falar e agir com sinceridade, sem inibição, temor ou agressividade. É ser claro e afirmativo, sem deixar dúvidas sobre o que pensamos e sentimos, porém, sem agredir ou provocar incômodo demasiado na outra pessoa. Assim, assertividade é a arte de defender nosso espaço vital, nosso mundinho particular, sem recuar e sem agredir.Nem sempre é fácil nos expressarmos dessa forma porque, desde pequenos, nos ensinaram que a passividade , a omissão e até mesmo a submissão, em alguns casos, seriam nossas aliadas para viver em paz e longe dos conflitos. Essa cultura é o maior obstáculo para que adotemos atitudes assertivas no nosso dia-a-dia. A assertividade é tida como a mais eficaz forma de defesa do nosso espaço vital.
2. NÃO: A PALAVRA MAIS PERIGOSA
O não representa a quebra de uma expectativa. Ninguém gosta de ouvir um não, porque não é rejeição, e ninguém gosta de ser rejeitado. Nós não somos educados para aceitar a rejeição como uma circunstância normal da vida. Dizer não é sempre arriscado, embora, muitas e muitas vezes, seja necessário, imperioso, urgente, adequado e conveniente.
O grande segredo é aprender a dizer não e aprender a ouvir não, porque a forma de dizer e a forma de ouvir podem fazer a diferença entre o prazer e o desencanto, entre a harmonia e o conflito.
O ser humano precisa aprender a conviver com o não como uma contingência natural do convívio e, a partir dessa regra, jogar o jogo da vida com as cartas de que dispõe.
3. PERFIL DE UMA PESSOA ASSERTIVA
1. Expressa seus sentimentos com espontaneidade, naturalidade e calma.
2. Adota uma posição clara e transparente, sem disfarces ou máscaras.
3. Diz sim ou não como decorrência de análise imparcial e jamais tendenciosa.
4. Enfrenta o problema e não a pessoa; seu foco é o fato e não o agente do fato.
5. É firme, quando necessário, sem ferir ninguém.
6. Sabe ser flexível, sem abandonar seu espaço vital nem invadir o do outro.
7. Faz valer os seus direitos sem, contudo, negar os direitos dos outros, que considera tão importantes quanto os seus.
4. PRINCÍPIOS DA ASSERTIVIDADE
A postura assertiva fundamenta-se nos seguintes princípios:
1. Na qualidade da comunicação interpessoal.
2. Na aceitação das limitações do outro, sem agressividade.
3. No respeito ao posicionamento do outro.
4. Na confiança entre as partes.
5. No reconhecimento das reais intenções do emissor e do receptor da mensagem.
5. A PESSOA NÃO ASSERTIVA
- Costuma dizer sim quando gostaria de dizer não.
- Teme ou receia desagradar as pessoas com quem tem contato, para evitar conflitos.
- Omite suas opiniões em discussões para não pôr seu espaço em risco.
- Só pensa na resposta depois que a oportunidade passou; a ficha cai tarde demais.
- Se for agressiva, pode responder muito vigorosamente, com rispidez, causando forte impressão negativa e, mais tarde, arrepender-se de ter agido assim.
- Passa pela vida cheia de inibições, cedendo à vontade alheia e acaba guardando desejos e sonhos sem jamais tentar realizá-los.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Sobre Eduação e Filhos...
Quando se fala em educação, filhos, adolescência, muitas dúvidas surgem aos pais, educadores, familiares e muito vem se discutido e estudado sobre o assunto e sobre as mudanças de comportamentos sociais de crianças, jovens e suas famílias...
Como terapeuta familiar, enxergo sempre a dança da família e seus passos muitas vezes acelerados, desordenados, outras vezes ritmados em harmonia, nem sempre é fácil, mas é possível!
O mais importante é a reflexão e o diálogo, tempo para olhar para as relações, para os sintomas, para o funcionamento familiar...
Posto o texto a seguir, pois achei muito interessante a reflexão...
Meu filho, você não merece nada.
A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br Twitter: @brumelianebrum
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br Twitter: @brumelianebrum
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)
quarta-feira, 4 de maio de 2011
minha oração de hoje...
Minhas verdades não são absolutas... são somente absolutamente verdadeiras para mim...
Nas minhas verdades incluo poucos e verdadeiros amigos...
Lugares mágicos que me chamam pelo mundo e que encontro quando estou pronta...
músicas que me acalmam e enlouquecem... livros que me encantam, ensinam e confortam... valores que aprendi em família e impressões que vivi pela vida...
Faço escolhas baseadas no meu prazer e bem estar...
Acredito no amor, na vida com paixão, no aprendizado pela dor...
Busco reflexão, consciência e maturidade...
Tenho fome de saber e sede de liberdade...
Confio nas minhas escolhas, sei que erro também e assim aprendo o que preciso...
Me irrito e dou risada das coisas loucas dessa vida...
Acredito na mudança até certo ponto, existem coisas que não mudam mas é possivel compreender e tentar ser tolerante...
Sei que a inveja existe e me protejo como posso...
Penso, sinto, pulso o tempo todo graças à Deus!!!
Sinto a proteção e a energia de uma força maior que me guia em todos so momentos necessários !
Agradeço e mereço tudo o que tenho, tudo o que vivi e tudo o que virá...
Amém!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Sobre Demônios e Pecados...
Ando lendo Rubem Alves, entre outras coisas... e este livro: "Sobre Demonios e Pecados" é muito bom!!!
Entre outras questões, Rubem Alves fala em "exorcisar" nossos demônios internos, e que a psicanálise, ou a psicoterapia, acho eu, são formas modernas de exorcismo.
Explico: no processo terapêutico procura-se nomear o "desconhecido", conhecer o "desconhecido"... E quando esse conhecimento é possível, quando temos acesso ao nosso lado sombra, quando achamos os nossos demônios (que são muitos ok? em todos nós!), pode-se falar sobre isso, nomeá-los e conhecer a sensação de entendimento que traz uma liberdade de alma...
Conversa de Psicólogo? Claro...pode ser, é este o propósito do blog... e o meu trabalho que amo de paixão...
Bom, o livro inica assim... "Mais poderoso que o nome do "demônio" é o riso. Quando ele começar a atormentá-lo, ponha-se a rir. Os demônios que moram em você fugirão apavorados. Porque, como disse Nietzsche, maravilhoso exorcista, os demônios são o "espírito da gravidade" e não suportam a leveza do riso."
Adorei isso... A leveza do riso!!! É isso: eu adoro rir! Adoro a leveza do sorriso, da risada... Lembrei-me das pessoas que eu amo e que me fazem rir muito quando estamos juntas, afugentando, exorcisando todos os demônios presentes... Pessoas leves, de riso fácil atrem os anjos de proteção...
Entre outras questões, Rubem Alves fala em "exorcisar" nossos demônios internos, e que a psicanálise, ou a psicoterapia, acho eu, são formas modernas de exorcismo.
Explico: no processo terapêutico procura-se nomear o "desconhecido", conhecer o "desconhecido"... E quando esse conhecimento é possível, quando temos acesso ao nosso lado sombra, quando achamos os nossos demônios (que são muitos ok? em todos nós!), pode-se falar sobre isso, nomeá-los e conhecer a sensação de entendimento que traz uma liberdade de alma...
Conversa de Psicólogo? Claro...pode ser, é este o propósito do blog... e o meu trabalho que amo de paixão...
Bom, o livro inica assim... "Mais poderoso que o nome do "demônio" é o riso. Quando ele começar a atormentá-lo, ponha-se a rir. Os demônios que moram em você fugirão apavorados. Porque, como disse Nietzsche, maravilhoso exorcista, os demônios são o "espírito da gravidade" e não suportam a leveza do riso."
Adorei isso... A leveza do riso!!! É isso: eu adoro rir! Adoro a leveza do sorriso, da risada... Lembrei-me das pessoas que eu amo e que me fazem rir muito quando estamos juntas, afugentando, exorcisando todos os demônios presentes... Pessoas leves, de riso fácil atrem os anjos de proteção...
sábado, 18 de setembro de 2010
Sobre Coragem e Consciência...

GANHEI CORAGEM :
Rubem Alves
"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece",observou Nietzsche. É o meu caso.
Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo. Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega:
"Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice.
Como estou velho, ganhei coragem.Vou dizer aquilo sobre o que me calei:
"O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.
Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política.
Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo.
Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere. A Teologia da Libertação sacralizou o povo
como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.
Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.
E a história do profeta Oséias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras ideias. Amava a prostituição. Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou. Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos. E o que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava.
Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre."
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.
Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável. O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces; a verdade é amarga.
Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo. No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! As coisas mudaram.
Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.
O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.
As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro "O Homem Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem.
Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.
Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis.
Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral.
O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.
Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado.
O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.
O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade.
Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.
Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.
O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer. O povo, unido, jamais será vencido!
Tenho vários gostos que não são populares.
Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos. Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol.
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos
e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno", à semelhança do que aconteceu na China.
De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça,
é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute:"Caminhando e cantando e seguindo a canção."
Isso é tarefa para os artistas e educadores. O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança."

Como este texto me fez refletir...
Para onde estamos caminhando? evoluindo? Andando em círculos...
A falta de autocohecimento (e auto-estima) faz qualquer conhecimento válido, possível e inquestionável...
Quanta fragilidade, vulnerabilidade...
O que é o "adequado"? o que é o "esperado"? E... para quem?
Conhecer, questionar, refletir, discordar, discutir, estudar, gostar e desgostar... movimentos importantes para desenvolver segurança, autonomia, autoconfiança e atitude...
O caminho do "conhecer-se" do "despertar" está aí... e faz toda a diferença...
Pense, questione... busque respostas... crie coragem e consciência!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
I love Paris...et toutes les stations!!!
Sabe aquela música...? " I love Paris in the springtime... I love Paris in the fall... I love Paris in the winter when it drizzles... I love Paris in the summer when it sizzles..."
então... Paris é apaixonante, impossível descrever a sensação de estar em Paris, andar por suas largas avenidas ou por ruas mais estreitinhas... ver a beleza da história em cada esquina e ao mesmo tempo sentir os anos de dor e glória de toda uma nação... Acho que ninguém se cansa de ir à Paris e se você vai, pela primeira vez, sempre pensará em voltar... pode ter certeza!
Dicas: caminhe muito se possível, curta cada esquina, um café é melhor que o outro, sente nos jardins, praças e observe as pessoas, eu me senti imensamente feliz por lá...
Andando pelas Champs-Elysées ( e é uma boa caminhada - a avenida tem 71 metros de largura por 1,9 km de comprimento) você passa por várias lojas interessantes (Gap, Louis Vuitton, Zara, HM, Fenac, Disney Store, Swatch, etc...) e mesmo não estando focada em compras achei os preços possíveis. Se você optar por iniciar a caminhada na praça Charles de Gaulle, onde está o incrível Arco do Triunfo terminará na Place de la Concorde (pertinho da maravilhosa ponte Alexandre III), junto ao Museu do Louvre e Jardins das Tulherias... maravilhoso!

(aí, o jardim das Tulherias e uma parte lateral do Louvre ao fundo...)
Não me prendi muito a roteiros tipo: Conheça Paris em 3 dias! Mas logo que chegamos, compramos tickets dos Cars Rouges e descansadamente curtimos a cidade passeando e conversando sobre os principais pontos turísticos que eram mostrados, e em quais gostaríamos de saltar e aprofundar o conhecimento, e quais ficavam próximos de outros pontos interessantes...
Les Cars Rouges funcionam assim: eles abrangem o trajeto básico da cidade, com paradas em pontos turísticos típicos, como Tour Eiffel, Champ de Mars, Musée du Louvre, Notre-Dame, Musée d’Orsay, Galeries Lafayette, Champs-Elysées, Trocadéro...
Esse tour (que custa em média 24 € a tarifa de adulto e 11 € a de criança e também oferecem comentários turísticos em várias línguas inclusive o português o que funciona como uma ótima aula resumida de história dando uma situada básica em momentos históricos e locais interessantes),é válido por 2 dias e é possível saltar e pegar os ônibus à vontade dentro do período de validade dos bilhetes.
Outra forma interessante e agradável de visitar a cidade é o passeio pelo Rio Sena. Os passeios são oferecidos por 2 companhias: Bateaux Mouches e Bateaux Parisiens. Os bilhetes custam em média 10 € (adulto) e 5 € (criança.). Passar pelas lindas pontes e observa-las de outro ângulo, assim como toda a cidade é fantástico!
Conforme os Cars Rouges, você poderá saltar ou pegar o barco em qualquer um dos pontos de parada ao longo do Sena, mas inicialmente aconselho a se fazer o passeio completo ao longo do trajeto do rio. Navegar por essas águas se torna uma experiência ainda mais incrível se o tour for feito no final da tarde, com direito a pôr-do-sol e uma visão privilegiada do ascender das luzes da cidade. Os Bateaux também oferecem comentários turísticos em várias línguas. Há ainda a opção de jantar, bem interessante também, por estas duas companhias.Todas as informações necessárias podem ser encontradas nos sites oficiais das empresas.
o famoso onibus "rouge" de longe e de pertinho...
agora os "barquinhos"...
O Cupido e a Psyche (Canova)... como amo essa escultura!
eu me encantei, me emocionei e entendi melhor o sentido da palavra "obra de arte"...
ok...ela é linda, mas não é só da Mona Lisa que é feito o Louvre não... ganhe horas de vida e cultura perdendo-se lá dentro! Pare para observar e admirar a galeria dos pintores italianos e espanhóis...
a perfeita Afrodite ( para os gregos ou Vênus de Milo para os romanos), deusa da beleza e do amor... maravilhosa!
ahhh... essa torre é mágica... impossivel olhar para ela e não se emocionar...
Champs Elysée e o Arco do Triunfo...
a vida dos locais...
fomos a pé até a Sacré Cœur... vale muito a visita!
Se você gosta de dicas mais turísticas, o blog turista profissional faz um resumo perfeito de um roteiro rápido e completo... e no Conexão Paris muitos detalhes sobre a cidade luz!
Dica: o site Travelzoo também fornece ótimas dicas sobre hotéis, viagens, shows com preços muito bons... vale conferir! Nossa escolha através deste site foi o Hotel Splendid Etoile... impecável, e com uma ótima localização (ao lado do Arco do Triunfo).
este é o hotel, e esta era a visão da nossa janelinha: bonjour Paris!
A cozinha francesa é realmente maravilhosa, deliciosa, mas os doces me encantaram muito...
que capricho... que delícia! Pode acreditar que é tão bom quanto parece...
Outra dica muito boa para que curte comer um bom hamburguer: existe um mini-restaurante, e digo isso porque ele é bem pequeninho mesmo, quase passando despercebido chamado "pdg" considerado um dos melhores hamburguers de Paris, são 2 endereços, escolha o mais perto de você! Eu conheci o mais pertinho da Champs Elysées:
" Há dois passos da Champs-Elysées, este restaurante de estilo americano orgulha-se em fazer os melhores hambúrguers e cachorros-quentes de Paris. Os pães usado pelo chef, são produzidos por Frédéric Lalos, considerado um dos melhores padeiros da França."
este é perto do Café de Flore perto de Saint Germain des Prés...
e este é na rue de Ponthieu, paralela à Champs Elysées...
o dono é uma figura e tivemos o prazer de conhecê-lo, as quartas e quintas toca música brasileira e ele canta com um sotaque francês :"trixteça non tem fin, filicidadje sim..."
Boulevard Haussmann é uma avenida bem legal para passeios, cafés e compras... A Boulevard Haussmann foi aberta em 1864 para ajudar a transição de Paris de uma cidade medieval à uma capital moderna durante a era napoleônica. Pensada e realizada por Georges Haussman como parte de uma extravagante série de reformas, esta avenida é famosa por introduzir características que marcam o ambiente urbano de Paris com notáveis doses de largura e linearidade. Hoje Boulevard Haussmann é o lar de algumas das mais elaboradas lojas de departamento como as incríveis Galeries Lafayette e Le Printemps, duas imperdíveis paradas para compras da primeira classe parisiense, além disso são oferecidos itens domesticos e muito mais (os preços variam do possível oa impossível... mas isso vai do critério de cada um!).
Lá também fica o Hard Rock Café, eu adoro e não podia deixar de ir, rock tocando, comidinha americana que eu curto, e as camisetas básicas e famosas que todo mundo adora...
Ai ai... é duro deixar Paris, mas back to real life... bom saber que existem lugares assim, viajar é sempre bom... entrar em contato com o novo, com o diferente, consigo mesmo...
Paris, cidade luz, iluminada, iluminante... última dica: perca-se em Paris, respire sua cultura, encontre-se como pessoa...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Sobre viagens...
Andei viajando...
muito...
viagem real e viagem emocional...
viagem de encontro... de busca... de vida!
Há tempos que queria conhecer o sul da França, região da Provance... por inúmeros motivos...
Sabe aqueles chamados de alma? Quando algum lugar do mundo te chama, te toca, emocionalmente de um jeito difícil de explicar... pois é... essa foi minha viagem... vou dividindo aqui algumas sensações, alguns momentos e imagens, dessa busca e desse encontro tão feliz...
muito...
viagem real e viagem emocional...
viagem de encontro... de busca... de vida!
Há tempos que queria conhecer o sul da França, região da Provance... por inúmeros motivos...
Sabe aqueles chamados de alma? Quando algum lugar do mundo te chama, te toca, emocionalmente de um jeito difícil de explicar... pois é... essa foi minha viagem... vou dividindo aqui algumas sensações, alguns momentos e imagens, dessa busca e desse encontro tão feliz...
terça-feira, 1 de junho de 2010
Sobre o exercício da maternidade...
Sobre crianças e filhos... do livro: O Profeta de Kahlil Gibran
"Uma mulher que segurava uma criança contra o peito pediu-lhe: 'Fale-nos das crianças.' E ele disse:
Seus filhos não são seus filhos,
Eles são filhos da Vida que anseia por si mesma.
Eles vêm através de vós, mas não de vós.
E embora estejam convosco, não vos pertencem.
Podeis dar-lhes o vosso amor, mas não os vossos pensamentos, pois eles tem os seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar os seus corpos, mas não as suas almas.
Pois as suas almas vivem na casa do amanhã, que não podeis visitar nem em sonhos.
Podereis tentar ser como eles, mas não tenteis torná-los como vós.
Pois a vida não anda para trás nem se detém no ontem.
Vós sois os arcos que lançam as flechas vivas que são seus filhos.
O Arqueiro vê o alvo no caminho para o infinito, e Ele curva o arco com Sua força para que suas flechas sigam velozes e atinjam grandes distâncias.
Deixe-se curvar com alegria nas mãos do Arqueiro;
Pois ele ama a flecha que voa, mas ama também o arco estável que a lançou."
Não é um exercício de aceitação, confiança e desapego?! Bom... eu ainda me vejo muito apegada e controladora... fazer o que?! Nada como o tempo... por enquanto meus pequenos ainda são muito pequenos... e eu adoro achar que eles são os "meus meninos"...
"Uma mulher que segurava uma criança contra o peito pediu-lhe: 'Fale-nos das crianças.' E ele disse:
Seus filhos não são seus filhos,
Eles são filhos da Vida que anseia por si mesma.
Eles vêm através de vós, mas não de vós.
E embora estejam convosco, não vos pertencem.
Podeis dar-lhes o vosso amor, mas não os vossos pensamentos, pois eles tem os seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar os seus corpos, mas não as suas almas.
Pois as suas almas vivem na casa do amanhã, que não podeis visitar nem em sonhos.
Podereis tentar ser como eles, mas não tenteis torná-los como vós.
Pois a vida não anda para trás nem se detém no ontem.
Vós sois os arcos que lançam as flechas vivas que são seus filhos.
O Arqueiro vê o alvo no caminho para o infinito, e Ele curva o arco com Sua força para que suas flechas sigam velozes e atinjam grandes distâncias.
Deixe-se curvar com alegria nas mãos do Arqueiro;
Pois ele ama a flecha que voa, mas ama também o arco estável que a lançou."
Não é um exercício de aceitação, confiança e desapego?! Bom... eu ainda me vejo muito apegada e controladora... fazer o que?! Nada como o tempo... por enquanto meus pequenos ainda são muito pequenos... e eu adoro achar que eles são os "meus meninos"...
Hoje aniver do meu pequeno... muita felicidade e todos os desejos realizados...
Roberta obrigada pelas lindas delícias que fizeram a festa por aqui... ficou lindo e divertido!!!
Eles amaram... e nós também... :P
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Sobre Tarot e revelações...
A constante busca de autoconhecimento, conexão e curiosidade me faz encontrar pérolas maravilhosas pela vida...
Essa semana tive o prazer de conhecer a Lygia Franklin de Oliveira - Taróloga, Astróloga, Terapeuta Junguiana, Arteterapeuta, Artista Plástica, Medica Pediatra, Medicina Chinesa... pessoa iluminada, mulher inteira e acolhedora... uma querida!
E através dela conheci o tarot... que oráculo fantástico!!! Quanta reflexão...
Confesso, no inicio fiquei confusa... a sensação de algúem que você vê pela primeira vez, falar com clareza sobre o seu "momento atual" e suas "questões que aparecem" é um tanto assustador... como assim? eu pensava...
aos poucos ela foi me acolhendo, lendo as cartas... e eu fazendo as conexões... incríveis... devo dizer!!!!
Uma bruxinha e tanto essa Lygia! Me fez mais inteira, mais tranquila, mais consciente e atenta... e confiante!
A Lua sinaliza, A Estrela apareceu e O Imperador é estratégico... ok ok... é isso ai... vou que vou com meus ensinamentos, aprendizados e respostas...
Para quem se interessar, aqui em Blumenau o Anahata é um espaço que traz ótimos profissionais e cursos... vale muito conhecer!
Sobre Tarot:
O baralho mostra figuras arquetípicas (o Mago, o Louco, a Sacerdotisa etc.), ou seja, evoca imagens do inconsciente coletivo e traz à tona emoções que estavam ocultas. Por isso, o jogo provoca uma compreensão intuitiva imediata de situações. Não valem leituras óbvias.... Tudo depende da jogada. O tarô é um alfabeto. Ao dominar sua linguagem, você vai construindo o texto... O fascínio consiste em articular as cartas, percebendo como elas vão ganhando novos sentidos, conforme a pergunta e a posição que ocupam.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Sobre um cesto de maças...
Este texto conheci através da Telma... pessoa difícil de descrever e explicar tamanha a sua importância para mim... sei que se não tivesse tido o prazer de conhece-la talvez levasse muito mais tempo para me tornar quem sou hoje... talvez tivesse caído mais, chorado mais, me desgastado muito mais... ela foi de uma importância na minha vida... e quando lembro dela é sempre com carinho e admiração!
Tão bom termos pessoas assim na nossa história...
Depois que a conheci me apaixonei ainda mais pela psicologia e não tive dúvida quanto a minha profisão: psicóloga, psicoterapeuta! Profissão tão transformadora, tão ampla... e ela foi "meu mestre", meu modelo, acolhedora, objetiva e segura... sempre inovando, tranformando, evoluindo... sempre em Movimento! obrigada minha Yoda!
Bom, ela fez uma adaptação deste texto, reescreveu com seu olhar... mas infelizmente não tenho mais a cópia, então esta passa a ser uma releitura minha mesmo... o texto base original é o prefácio do livro: O Espelho Quebrou? de Lee Schnebly." e a idéia é essa:
Você deve pensar em você mesmo como "uma cesta de maças", e sendo assim você só terá valor se tiver algumas maças. A maça é conhecida como um alimento confortante, funcional e nutritivo e aqui neste texto também tem essa simbologia . Se você tem o hábito de distribuir maças as pessoas (companheiros, pais, filhos, etc.) então, em pouco tempo, você estará sem maças. Você perderá a função e o valor, para os outros e para você mesmo.
Você poderá conseguir maças lendo um livro, escutando suas músicas favoritas, indo ao shopping... Talvez uma roupa nova, um presente, uma viagem ou um passeio com um(a) melhor amigo(a) faça com que você conquiste mais maças... quem sabe um tempo só para você, o silêncio, o recolhimento... Você deve fazer o que quer que seja importante para você, e só você pode fazer essa escolha, porque esta é a forma de conseguir maças para sua cesta. Pense: o que lhe dá prazer? quando foi a ultima vez que você fez isso? Onde você encontra sua árvore de maças?
Distribuí-las pode ser muito importante para você também, mas de nada adianta se você não souber onde busca-las e como cuidar delas...
Por isso, cuide de você, tenha sempre um momento de prazer, de lazer no seu dia... Dessa forma você pode ser um grande cesto ou até uma árvore de maças para os outros...
Aproveite e cuide de suas maças, faça delicias com elas e compartilhe com quem você quiser... assim todos se nutrem! Assim a relação é nutritiva!
Tão bom termos pessoas assim na nossa história...
Depois que a conheci me apaixonei ainda mais pela psicologia e não tive dúvida quanto a minha profisão: psicóloga, psicoterapeuta! Profissão tão transformadora, tão ampla... e ela foi "meu mestre", meu modelo, acolhedora, objetiva e segura... sempre inovando, tranformando, evoluindo... sempre em Movimento! obrigada minha Yoda!
Bom, ela fez uma adaptação deste texto, reescreveu com seu olhar... mas infelizmente não tenho mais a cópia, então esta passa a ser uma releitura minha mesmo... o texto base original é o prefácio do livro: O Espelho Quebrou? de Lee Schnebly." e a idéia é essa:
Você deve pensar em você mesmo como "uma cesta de maças", e sendo assim você só terá valor se tiver algumas maças. A maça é conhecida como um alimento confortante, funcional e nutritivo e aqui neste texto também tem essa simbologia . Se você tem o hábito de distribuir maças as pessoas (companheiros, pais, filhos, etc.) então, em pouco tempo, você estará sem maças. Você perderá a função e o valor, para os outros e para você mesmo. Assim como dar maças tem sua importância, saber cuidar delas e do seu cesto, saber distribui-las em momentos oportunos é muito importante também, tanto para quem recebe como para quem distribui. Receber uma maça especial, madura, perfumada é diferente de receber uma maça verde e azeda...
Você precisa saber escolher suas maças, precisa estar atento ao significado da maça e ao cuidado que seu cesto de maça exige. Se você não estiver atento, logo suas maças se foram... e na qualidade de "cesto de maças" você é incapaz de funcionar até que consiga algumas maças novamente.Você poderá conseguir maças lendo um livro, escutando suas músicas favoritas, indo ao shopping... Talvez uma roupa nova, um presente, uma viagem ou um passeio com um(a) melhor amigo(a) faça com que você conquiste mais maças... quem sabe um tempo só para você, o silêncio, o recolhimento... Você deve fazer o que quer que seja importante para você, e só você pode fazer essa escolha, porque esta é a forma de conseguir maças para sua cesta. Pense: o que lhe dá prazer? quando foi a ultima vez que você fez isso? Onde você encontra sua árvore de maças?
Distribuí-las pode ser muito importante para você também, mas de nada adianta se você não souber onde busca-las e como cuidar delas...
Por isso, cuide de você, tenha sempre um momento de prazer, de lazer no seu dia... Dessa forma você pode ser um grande cesto ou até uma árvore de maças para os outros...
Aproveite e cuide de suas maças, faça delicias com elas e compartilhe com quem você quiser... assim todos se nutrem! Assim a relação é nutritiva!
sábado, 3 de abril de 2010
Sobre vida e... Filtro Solar...
Tá, eu sei... o texto é bem batidinho... todo mundo já conhece... mas não deixa de ser ótimo certo?
Sabe aquele texto que a gente nunca cansa de ler...
então... esse é assim... sempre uma boa mensagem... sempre alguma coisa pra rever, para aprender ou ao menos considerar...
Eu adoro... sempre acreditei no filtro solar... kkkk... por isso posto aqui!
O Filtro Solar: (assista o vídeo)
"Nunca deixem de usar filtro solar.
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: use filtro solar. Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência. Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante. Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou então, esquece. Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia quantas, tantas alternativas se escancaravam à sua frente. E como você realmente estava com "tudo em cima". Você não está gordo, ou gorda.
Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que "pré-ocupação" é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, que te pegam no ponto fraco às quatro da tarde de uma terça-feira.
Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros, não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja. Às vezes, se está por cima; às vezes, por baixo... A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elegios que receber, esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que conheço não sabiam aos 22 o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos: você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer, não se auto-congratule demais e nem seja severo demais com você. As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar certo. É assim para todo mundo.
Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder mesmo. Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance... Mesmo que não tenha onde, além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.
Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez. Seja legal com os seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e, possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vêm. Mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e destinos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.
More uma vez em Nova Iorque, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.
Aceite certas verdades inescapáveis: os preços vão subir, os políticos são todos mulherengos, você também vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
Não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada, talvez case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois pode, de repente, desaparecer.
Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40, vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado da lata do lixo, limpa-lo, repintar as partes feias e reciclá-lo por um preço maior do que realmente vale.
Mas no filtro solar, acredite!"
Sabe aquele texto que a gente nunca cansa de ler...
então... esse é assim... sempre uma boa mensagem... sempre alguma coisa pra rever, para aprender ou ao menos considerar...
Eu adoro... sempre acreditei no filtro solar... kkkk... por isso posto aqui!
"Nunca deixem de usar filtro solar.
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: use filtro solar. Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência. Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante. Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou então, esquece. Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia quantas, tantas alternativas se escancaravam à sua frente. E como você realmente estava com "tudo em cima". Você não está gordo, ou gorda.
Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que "pré-ocupação" é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, que te pegam no ponto fraco às quatro da tarde de uma terça-feira.
Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros, não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja. Às vezes, se está por cima; às vezes, por baixo... A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elegios que receber, esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que conheço não sabiam aos 22 o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos: você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer, não se auto-congratule demais e nem seja severo demais com você. As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar certo. É assim para todo mundo.
Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder mesmo. Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance... Mesmo que não tenha onde, além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.
Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez. Seja legal com os seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e, possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vêm. Mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e destinos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.
More uma vez em Nova Iorque, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.
Aceite certas verdades inescapáveis: os preços vão subir, os políticos são todos mulherengos, você também vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
Não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada, talvez case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois pode, de repente, desaparecer.
Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40, vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado da lata do lixo, limpa-lo, repintar as partes feias e reciclá-lo por um preço maior do que realmente vale.
Mas no filtro solar, acredite!"
terça-feira, 30 de março de 2010
Sobre mudanças...
Refletindo...Refletindo e Refletindo...
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo... e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares... É o tempo da travessia... e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos."
(A Terceira Margem do Rio, de João Guimarães Rosa.)
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo... e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares... É o tempo da travessia... e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos."
(A Terceira Margem do Rio, de João Guimarães Rosa.)
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