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terça-feira, 20 de julho de 2010

Sobre pais de alma e coração...

Conheci este texto e me emocionei com o conteúdo...
Uma  história bonita e sensível para indroduzir o conceito de adoção em família...


 Adoção, uma História para Adultos e Crianças:


“Há um certo tempo atrás, lá no céu, viviam muitas criancinhas correndo e brincando sem parar.
E todos eram muito, mas muito felizes.
No meio daquelas crianças havia uma menina muito bonita, inteligente e esperta que percebeu que muitos de seus amiguinhos desapareciam assim, de repente,enquanto brincava com eles e sem se saber o por quê.
Então ela, que era muito inteligente, foi conversar com o “Papai do Céu” para saber o que estava acontecendo.
Aproximou-se Dele e disse:
- Papai do Céu?
- Sim, minha filha.
- Por que meus amiguinhos desaparecem no ar, quando eu estou brincando com eles?
- Eles não desaparecem, minha filha.
Respondeu o Papai do Céu.
Eles estão indo nascer lá embaixo na Terra.
Eles desaparecem aqui, mas aparecem lá.
- Então, perguntou a menina:
Por que eu ainda não fui nascer lá na Terra?
- Porque Eu estou escolhendo uma mamãe e um papai para você.
A menina pensou naquelas palavras e decidiu fazer um pedido.
- Posso escolher minha mamãe e meu papai? Posso? Insistiu a menina.
Papai do Céu coçou sua longa barba branca, pensou e depois de algum tempo resmungou:
- Isso nunca foi feito. Eu sempre faço a escolha.
Mas como você mostrou que é muito inteligente Eu vou deixar você escolher.
A menina saiu correndo muito feliz da sua vida e, naquele mesmo dia, passou a olhar aqui para a Terra, tentando escolher sua mamãe e seu papai.
Ela olhava, olhava, olhava, mas achava difícil escolher no meio de tanta gente.
Os dias foram passando até que num dado instante ela conseguiu ver uma mulher rezando aqui na Terra,
dizendo assim:
- Papai do Céu, manda uma filhinha para mim.
Eu sei que minha barriga não cresce, mas manda mesmo assim.
Eu vou amá-la com toda a força do meu coração. Ela vai ser minha filha do coração e eu e meu marido seremos seu papai e mamãe do coração.
Por favor Papai do Céu…
A menina ao ouvir aquelas palavras foi correndo para o Papai do Céu contar a grande novidade:
- Papai do Céu… Achei!
Achei uma mamãe e um papai para mim.
Vem ver, vem ver!
A menina mostrou a mulher aqui embaixo na Terra  para o Papai do Céu que, depois de olhar disse:
- Minha filha, aquela mulher não pode ser sua mamãe.
A barriga dela não cresce e você sabe que as crianças só nascem lá na Terra se a barriga da mamãe crescer.
- Eu sei, mas eu quero ela, eu quero!
O Senhor pode fazer qualquer coisa e eu quero ser Filha do Coração daquela mamãe.
A menina chorava, e mais uma vez Papai do Céu pensou e respondeu:
- Tá bom! Então vou fazer você nascer da barriga de uma outra mamãe e vou avisar sua mamãe do
coração para ir te buscar.
E assim foi. Ao mesmo tempo que a menina nasceu de uma outra barriga, Papai do Céu fez a mamãe do
coração dormir e sonhar.
Neste sonho, Papai do Céu mostrou como era a menina e onde ela deveria buscá-la.
Ao acordar, a mamãe do coração ficou tão feliz que chamou seu marido e juntos foram buscar a menina.
Eles viajaram bastante até chegarem a uma cidade distante.
Lá começaram a procurar pelo lugar onde estava a menina.
Depois de muito tempo e já cansados de procurar, os dois resolveram descansar em um banco de jardim.
Assim que sentaram e olharam para a frente, lá estava ela.
Era a casa que o “Papai do Céu” havia mostrado no sonho e onde estava a “filhinha do Coração.”
Rapidamente correram para lá e entraram.
Dentro da casa havia muitos bebezinhos, cada um em sua caminha dormindo.
A mamãe do coração olhava todos eles, mas não encontrava a sua filhinha.
Após olhar todos eles, a mamãe do coração, quase desistindo, viu que ainda tinha um bercinho
com um bebê todo coberto e enrolado em um lençol.
Toda emocionada, ela se aproximou e puxou o lençol.
Pode ver, então, o rosto da menina.
Sim, era ela, a menina que ela tinha visto no sonho.
Imediatamente, ela a pegou no colo, abraçou-a e chorou de tanta felicidade.
E assim todos juntos, papai, mamãe e filha do coração voltaram para casa onde viveram muito felizes..."


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sobre mães e maternidade...


Como mãe, adoro esse texto... (pude reler no blog de uma amiga , também mãe e profissional que faz maravilhas cheias de encanto...) e até achei que já tinha postado ele por aqui...
Não há nada mais importante para a vida de um ser humano do que ser amado pela mãe, presença de mãe não se substitui, mãe é uma figura mágica, onde buscamos, amor, carinho, acolhimento... isso segue por toda vida...
Mulheres que podem mergulhar na vida da maternidade, devem fazê-lo sem culpa e com a certeza de que estarão contribuindo para um mundo melhor... semeando no mundo uma semente de amor, cuidada com carinho, com tempo, com respeito... os primeiros 7 anos de vida de uma criança são marcados por aprendizados, descobertas e sensações que a mãe mais do que ninguém sabe compreender e acolher!
Sei e sinto que estamos em uma fase onde a mulher é cobrada em seus vários papéis, a independência feminina tão almejada trouxe muitas consequências... e muitas expectativas...
Saber lidar com isso não é tarefa fácil...
Sábias as mulheres que conseguem ter clareza em fazer suas escolhas, que conseguem manter-se conectadas com sua essência, que conseguem se orgulhar de serem mulheres, mães, amantes, esposas, namoradas e profissionais... do jeito possível e não idealizado! Tarefa de uma vida!
Fica ai então o texto e a reflexão...


Profissão: Mãe
"Uma mulher foi renovar sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
- O que lhe pergunto é se tem algum trabalho senhora! - diz o funcionário.
- Claro que tenho! Sou mãe! - exclamou.
- Não consideramos "mãe" um trabalho. Vou colocar dona de casa. - disse o funcionário friamente.
Não voltei a me lembrar desta história até me encontrar em uma situação idêntica.
Atendeu-me uma funcionária de carreira, eficiente, segura, dona da situação, e perguntou:
- Qual é a sua ocupação?
Respondi com segurança e autoridade:
- Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas.
A funcionária fez uma pausa e me olhou como que diz que não entendeu bem.
Eu repeti, pausadamente, as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo no questionário oficial.
- Posso perguntar, o que faz exatamente? - diz a funcionária instigada.
- Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e campo experimental ( normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família) e já recebi quatro projetos ( todas meninas!). Trabalho em regime de dedicação exclusiva ( alguma mulher discorda?), com uma carga horária de 14 horas diárias ( para não dizer 24 horas).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que ao acabar de preencher o formulário, levantou-se e pessoalmente me abriu a porta.
Ao chegar em casa, com o título da minha carteira erguido, fui recebida pela minha equipe:
Uma com 13 anos, outra com 7 e a terceira com 4. Ao longe, pude ouvir o meu mais novo experimento ( um bebê de 6 meses), testando mais uma tonalidade de voz.
Senti-me triunfante! Maternidade, que carreira gloriosa!
Assim, as avós deveriam ser chamadas de Doutoras-Sênior em Desenvolvimento Infantil e Relações -humanas e as tias, Doutoras-Assistentes!
Doutoras na arte de fazer uma vida melhor!"
 
 
Acho ainda que aos pais, maridos e companheiros caberia ou deveria existir o cargo de: Auxiliar, Assistente ou Substituto temporário da Doutora em Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas em muitos momentos...  Não é verdade?!


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sobre... flores em tudo que eu vejo...

Eu ando apaixonada por Aromaterapia e Florais... Adoro!!!!
então, textinhos e fotos minhas só para inspiração...
“A doença não é crueldade nem castigo,
 mas tão somente um corretivo,
 um instrumento do qual se serve nossa alma para apontar nossos erros,
resguardando-nos de cometê-los novamente,
 para nos impedir de causar mais danos e
 trazer-nos de volta ao caminho da Verdade e da Luz,
 do qual nunca deveríamos ter nos afastado.”
(Dr. Edward Bach)

Cada um de nós está seguindo, ao seu modo, a viagem da própria vida; e nosso estado de espírito, bem como o estado de nossa saúde são indicadores que revelam em que fase dessa viagem nos encontramos no momento. Todos os sintomas psíquicos ou físicos nos transmitem uma mensagem específica que precisamos identificar e usar de modo construtivo nessa viagem da nossa vida!
Preste atenção em você! bem piegas, mas verdadeiramente nada é por acaso...


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sobre um cesto de maças...

Este texto conheci através da Telma... pessoa difícil de descrever e explicar tamanha a sua importância para mim... sei que se não tivesse tido o prazer de conhece-la talvez levasse muito mais tempo para me tornar quem sou hoje... talvez tivesse caído mais, chorado mais, me desgastado muito mais... ela foi de uma importância na minha vida... e quando lembro dela é sempre com carinho e admiração!
Tão bom termos pessoas assim na nossa história...
Depois que a conheci me apaixonei ainda mais pela psicologia e não tive dúvida quanto a minha profisão: psicóloga, psicoterapeuta! Profissão tão transformadora, tão ampla... e ela foi "meu mestre", meu modelo, acolhedora, objetiva e segura... sempre inovando, tranformando, evoluindo... sempre em Movimento! obrigada minha Yoda!
Bom, ela fez uma adaptação deste texto, reescreveu com seu olhar... mas infelizmente não tenho mais a cópia, então esta passa a ser uma releitura minha mesmo... o texto base original é o prefácio do livro: O Espelho Quebrou? de Lee Schnebly." e a idéia é essa:

       

Você deve pensar em você mesmo como "uma cesta de maças", e sendo assim você só terá valor se tiver algumas maças. A maça é conhecida como um alimento confortante, funcional e nutritivo e aqui neste texto também tem essa simbologia . Se você tem o hábito de distribuir maças as pessoas (companheiros, pais, filhos, etc.) então, em pouco tempo, você estará sem maças. Você perderá a função e o valor, para os outros e para você mesmo.
 Assim como dar  maças tem sua importância, saber cuidar delas e do seu cesto, saber distribui-las em momentos oportunos é muito importante também, tanto para quem recebe como para quem distribui. Receber uma maça especial, madura, perfumada é diferente de receber uma maça verde e azeda...
Você precisa saber escolher suas maças, precisa estar atento ao significado da maça e ao cuidado que seu cesto de maça exige. Se você não estiver atento, logo suas maças se foram... e na qualidade de "cesto de maças" você é incapaz de funcionar até que consiga algumas maças novamente.
Você poderá conseguir maças lendo um livro, escutando suas músicas favoritas, indo ao shopping... Talvez uma roupa nova, um presente, uma viagem ou um passeio com um(a) melhor amigo(a) faça com que você conquiste mais maças... quem sabe um tempo só para você, o silêncio, o recolhimento... Você deve fazer o que quer que seja importante para você, e só você pode fazer essa escolha, porque esta é a forma de conseguir maças para sua cesta. Pense: o que lhe dá prazer? quando foi a ultima vez que você fez isso? Onde você encontra sua árvore de maças?
Distribuí-las pode ser muito importante para você também, mas de nada adianta se você não souber onde busca-las e como cuidar delas...
Por isso, cuide de você, tenha sempre um momento de prazer, de lazer no seu dia... Dessa forma você pode ser um grande cesto ou até uma árvore de maças para os outros...
Aproveite e cuide de suas maças, faça delicias com elas e compartilhe com quem você quiser... assim todos se nutrem! Assim a relação é nutritiva!


domingo, 11 de abril de 2010

Sobre amigos, amigos e amigos...

Ai ai... amigos! estava com saudade...
Parece que por aqui, depois do Carnaval, depois da Páscoa, as coisas se aquietam e passamos mais tempo dos finais de semana disponíveis para os encontros com amigos... pelo menos eu sinto assim...
Quando o final do ano se aproxima e a possibilidade de uns dias de férias também, logo pensamos em praia,  viagens ou em encontros e reencontros familiares... ótima época para tudo isso... fundamental... Mas eu andava com saudade de alguns amigos... amigos queridos, divertidos, alegres, leves... saudade de ter um tempo disponível para esses encontros...
Confesso também que tenho uma certa facilidade em me cansar de pessoas... e uma intolerância ao besteirol e aos encontros vazios e desnecessários...
Encontros de alma me encantam... encontros leves, divertidos, que nutrem cabeça e coração... Encontros sem hora marcada, sem cobrança, sem necessidade até... é só o simples encontro... só?! Isso me basta! Confio no destino, confio nos encontros do destino... para encontros verdadeiros o universo conspira...
Então entre leituras no final de semana me deparei com alguns textos que trouxeram a lembrança de amigos muito especiais, alguns encontro sempre (que bom!), outros não vejo há anos mas a lembrança de momentos felizes torna a distância insignificante...
Amigos queridos... obrigada por existirem... obrigada por compartilharem comigo momentos diveridos e dolorosos, alegrias e angústias... obrigada por tolerarem meu temperamento inquieto, meus questionamentos meu ritmo (as vezes presente, as vezes ausente!)...

Como amo Rubem Alves, não poderia deixa-lo fora deste tema... Que doçura nas palavras, quanta reflexão, quanta sensibilidade... então segue ai pedaços de um texto de um livro dele que eu amo: O Retorno e Terno!
"O encontro acontecera de repente, mas era como se já tivessem sido amigos a vida inteira. A experiência da amizade parece ter suas raízes fora do tempo, na eternidade. Um amigo é alguém com quem estivemos desde sempre.
Pela primeira vez, estando com alguém, não sentia necessidade de falar. Bastava a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro."
"Amiga é aquela pessoa em cuja companhia não é preciso falar. Você tem aqui um teste para saber quantos amigos você tem. Se o silencio entre vocês dois lhe causa ansiedade, se quando o assunto foge você se poe a procurar palavras para encher o vazio e manter a conversa animada, então a pessoa com quem você está não é amiga. Porque um amigo é alguém cuja presença procuramos não por causa daquilo que se vai fazer juntos, seja bater papo, comer, jogar ou transar. Ate que tudo isso pode acontecer. Mas a diferença está em que, quando a pessoa não é amiga, terminado o alegre e animado programa, vem o silencio e o vazio – que são insuportáveis. Nesse momento o outro se transforma num incomodo que entulha o espaço e cuja despedida se espera com ansiedade. Com o amigo é diferente. Não é preciso falar. Basta a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro. Amigo é alguém cuja simples presença traz alegria independentemente do que se faça ou diga. A amizade anda por caminhos que não passam pelos programas."

Esse aqui mesmo... eu adoro... totalmente verdadeiro! Queria ter sido eu, autora dessas palavras... mas não sou... o que não me impede de dividir isso por aqui:
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril."
(Oscar Wilde)
e só pra encerrar com o meu mais fave escritor de todos, queridissimo e amadissimo Rubem Alves:
"Diante do amigo sabemos que não estamos só. E alegria maior não pode existir!"
é isso... todos os meus verdadeiros amigos tornam minha vida mais completa, mais alegre... muito mais! Obrigada amigos queridos! Bjos com carinho em todos!

sábado, 3 de abril de 2010

Sobre vida e... Filtro Solar...

Tá, eu sei... o texto é bem batidinho... todo mundo já conhece... mas não deixa de ser ótimo certo?
Sabe aquele texto que a gente nunca cansa de ler...
então... esse é assim... sempre uma boa mensagem... sempre alguma coisa pra rever, para aprender ou ao menos considerar...
Eu adoro... sempre acreditei no filtro solar... kkkk... por isso posto aqui!



O Filtro Solar: (assista o vídeo)

"Nunca deixem de usar filtro solar.
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: use filtro solar. Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência. Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante. Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou então, esquece. Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia quantas, tantas alternativas se escancaravam à sua frente. E como você realmente estava com "tudo em cima". Você não está gordo, ou gorda.
Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que "pré-ocupação" é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, que te pegam no ponto fraco às quatro da tarde de uma terça-feira.
Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros, não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja. Às vezes, se está por cima; às vezes, por baixo... A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elegios que receber, esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que conheço não sabiam aos 22 o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos: você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer, não se auto-congratule demais e nem seja severo demais com você. As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar certo. É assim para todo mundo.
Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder mesmo. Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance... Mesmo que não tenha onde, além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.
Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez. Seja legal com os seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e, possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vêm. Mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e destinos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.
More uma vez em Nova Iorque, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
 Viaje.
Aceite certas verdades inescapáveis: os preços vão subir, os políticos são todos mulherengos, você também vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
Não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada, talvez case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois pode, de repente, desaparecer.
Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40, vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado da lata do lixo, limpa-lo, repintar as partes feias e  reciclá-lo por um preço maior do que realmente vale.
Mas no filtro solar, acredite!"

Sobre o exercício da mudança...

Mude!!! (assista o vídeo)

"Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra
padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras poesias.
Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!"
(Edson Marques)

Páscoa, passagem, mudanças, morte e renascimento... tranformações...
Que cada um tenha seu momento de introspecção, de reflexão para elaborar tudo isso...
Que todos tenham uma ótima Páscoa...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sobre Vida e Renovação...


Relembrando e Refletindo... me lembrei deste texto, foi em uma época onde estava bem ligada na cultura indígena americana, fiz uns workshops, montei meu totem... lindo isso né? Meu totem, meus animais de poder...
Cada um tem os seus, estão aí... escondidos internamente, saem as vezes sutilmente, as vezes agressivamente... as vezes até hibernam,  é só saber escutar, enxergar, sentir... Na época comprei uns livros :  "Cartas Xamânicas" e "As Cartas do Caminho Sagrados"... tão intuitivos, mágicos, místicos... ainda tiro as cartas vez ou outra... sempre com mensagens coerentes e poderosas...
Bom... depois de um tempo me falaram que esse texto é falso, que as aguias não se comportam bem assim... que é lenda... e eu penso: e daí? Lenda não é lindo? Não cumpre o seu papel ? Não passa sua mensagem? O que seria de um povo sem lendas? Sem estórias para contar...?
 Acho a imagem da águia linda... forte, livre, linda, poderosa...
Então ai vai o texto, mesmo que não verdadeiro continua lindo!

"A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie ela chega a viver 70 anos. Mas, para conseguir chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Quando atinge os 40 anos, ela está com as unhas compridas e flexíveis, não conseguindo mais agarrar as suas presas das quais costuma se alimentar. O bico, alongado e pontiagudo, se curva.
Suas asas envelhecidas e pesadas estão apontando contra o peito, em função da grossura das penas, e voar já é muito difícil!
Então, a águia só tem duas alternativas: Morrer, ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar cerca de 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha, e se recolher em um ninho próximo a um paredão, onde não haja a necessite de voar.
Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um forte e renovado bico, com o qual irá depois arrancar todas as suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar então as velhas penas.
E só após esses longos e dolorosos cinco meses é que ela sai para o famoso vôo de renovação, e, para viver mais 30 anos."

Quantas vezes em nossa vida precisamos nos resguardar, nos proteger por algum tempo para elaborar questões pessoais e iniciar um processo de renovação interna...
Para poder continuar voando, sonhando, correndo, vivendo, muitas vezes precisamos questionar valores, crenças, padrões, modelos, para o bem e para o mal, pelo amor e pela dor...
Assim o peso do passado torna-se mais leve, enxerga-se uma nova possibilidade, uma nova saída, uma nova história a ser contada, um novo presente, uma novo futuro... Novas Narrativas !!!!

Ok...ok...essa semana estou em processo de recuperação e muita reflexão... então... paciência!!






segunda-feira, 22 de março de 2010

Sobre Morte, Vida e Ambivalências...


A MORTE COMO CONSELHEIRA – Rubem Alves...
 só para variar...

Lembra-te,
antes que cheguem os maus dias,
e se rompa o fio de prata,
e se despedace o copo de ouro,
e se quebre o cântaro junto à fonte,
e se desfaça a roda junto ao poço...
(Eclesiastes 12, 1-8)

A vida está cheia de rituais para exorcizar a Morte. Agora, quando escrevo, dia 3 de janeiro de 1991, acabamos de passar por dois deles. É claro que não lhes damos este nome, pois o seu sucesso depende de que o Nome Terrível não seja ouvido. Para isto se faz uma barulheira enorme de sinos, fogos de artifício, danças, risos, muita comida, e alegria engarrafada... E tudo isso só para que a voz Dela não seja ouvida... Natal não é isto? Não existe uma tristeza solta no ar? O esforço desesperado de repetir um passado, fazer com que ele aconteça de novo? Encontrei, certa vez, numa loja nos Estados Unidos, um pacotinho de ervas e temperos num saquinho de plástico com o nome: “perfumes de Natal”. Tem de ser aqueles cheiros antigos, de infância. As músicas novas não servem, é preciso que as mesmas dos outros tempos sejam cantadas de novo. E que haja o mesmo rebuliço, os mesmos bolos, as mesmas frutas. Prepara-se a repetição do passado, para se ter a ilusão de que o tempo não passou. Melhor o incômodo da correria e da ressaca do que a dor de ouvir o que Ela está silenciosamente dizendo: “É, mas o tempo passou. Não pode ser recuperado. Você está passando...” Pensar dói muito. O Natal dói muito.... E saímos da depressão da perda por meio de um outro ritual. Tolice imaginar que o tempo passou. Que nada. É um novo tempo que vem. Há muito tempo à espera. “Feliz Ano Novo!” E, no entanto, é tudo mentira. Certo está o poeta:
Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
o que só agora vejo que deveria ter feito,
o que só agora claramente vejo que deveria ter sido
isto é que é morto para além de todos os Deuses...
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei.
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses, sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-os no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos... (Álvaro de Campos, Poesias, “Na noite terrível...”)
Não, não, a Morte não é algo que nos espera no fim. É companheira silenciosa que fala com voz branda, sem querer nos aterrorizar, dizendo sempre a verdade e nos convidando à sabedoria de viver.
O que ela diz? Coisas assim:
“Bonito o crepúsculo, não? Veja as cores, como são lindas e efêmeras... Não se repetirão jamais. E não há formas de segura-las. Inútil tirar uma foto. A foto será sempre a memória de algo que deixou de ser... E esta tristeza que a beleza dá? Talvez porque você seja como o crepúsculo.... É preciso viver o instante. Não é possível colocar a vida numa caderneta de poupança...”
Você sabe que horas são? Está ficando frio... E as cores do outono? Parece que o inverno está chegando...”
“O que é que você está esperando? Como se a vida ainda não tivesse começado... Como se você estivesse à espera de algum evento que vai marcar o início real da sua vida: formar, casar, criar os filhos, separar da mulher ou do marido, descobrir o verdadeiro amor, ficar rico, aposentar... Como se os seus instantes presentes fossem provisórios, preparatórios. Mas eles são a única coisa que existe...”
“E esta música que você está dançando? É de sua autoria? Ou é um Outro que toca, e você dança? Quem é este Outro? Lembre-se do que disse o poeta ‘Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim’. Mas, se você é isto, o intervalo, você já morreu... Acorde! Ressuscite!”

A branda fala da morte não nos aterroriza por nos falar da Morte. Ela nos aterroriza por nos falar da Vida. Na verdade, a Morte nunca fala sobre si mesma. Ela sempre nos fala sobre aquilo que estamos fazendo com a própria Vida, as perdas, os sonhos que não sonhamos, os riscos que não tomamos (por medo), os suicídios lentos que perpetramos.
“Lembra-te, antes que se rompa o fio de prata e se despedace o corpo de outro”, e que seja tarde demais.
Uma das canções mais belas do Chico eu nunca ouvi tocada no rádio. Tenho perguntado, e pouca gente conhece. Desconfio. É porque ela é a mansa sabedoria da Morte, que ninguém quer ouvir. Diz assim: “O velho sem conselhos, de joelhos, de partida, carrega com certeza todo o peso de sua vida. Então eu lhe pergunto sobre o amor... A vida inteira, diz que se guardou do carnaval, da brincadeira que ele não brincou... E agora, velho, o que é que eu digo ao povo? O que é que tem de novo pra deixar? Nada. Só a caminhada, longa, pra nenhum lugar... O velho, de partida, deixa a vida sem saudades, sem dívida, sem saldo, sem rival ou amizade. Então eu lhe pergunto pelo amor... Ele me diz que sempre se escondeu, não se comprometeu, nem nunca se entregou... E agora, velho, que é que eu digo ao povo? O que é que tem de novo pra deixar? Nada. Eu vejo a triste estrada aonde um dia eu vou parar. O velho vai-se agora, vai-se embora sem bagagem. Não sabe pra que veio, foi passeio, foi passagem. Então eu lhe pergunto pelo amor... Ele me é franco. Mostra um verso manco dum caderno em branco que já se fechou. E agora, velho, o que é que eu digo ao povo? O que é que tem de novo pra deixar? Não. Foi tudo escrito em vão... E eu lhe peço perdão mas não vou lastimar”... Parece até que o Chico e o Jorge Luis Borges entraram de acordo, pois este escreveu coisa muito parecida: “Instantes: Se eu puder viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser perfeito. Relaxaria mais. Seria mais tolo ainda do que tenho sido. Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. Seria até menos higiênico. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. Iria para lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos sopa. Teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. Eu fui uma desta pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto de sua vida. Eu era uma destas pessoas que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas. Se voltasse a viver, viajaria mais leve. Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono. Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente. Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo...”
É! Embora a gente não saiba, a Morte fala com a voz do poeta. Porque é nele que as duas, a Vida e a Morte, encontram-se reconciliadas, conversam uma com a outra, e desta conversa surge a Beleza. Agora, o que a Beleza não suporta é o falatório, a correria... Ela nos convida a contemplar a nossa própria verdade. E o que ela nos diz é simplesmente isto: “Veja a vida. Não há tempo pra perder. É preciso viver agora! Não se pode deixar o amor para depois. CARPE DIEM!”
Foi esta a primeira lição do professor de literatura do filme A sociedade dos poetas mortos. CARPE DIEM: agarre o dia! E o efeito de tal revelação poética, nascida da reconciliação da Vida com a Morte, é uma incontrolável explosão de liberdade. É só isto que nos dá coragem para arrebentar a mortalha com que os desejos dos outros nos enrolam e mumificam.
Tive um amigo, Hans Hoekendijk, um holandês que esteve prisioneiro num campo de concentração alemão. Contou-me de sua experiência com a morte. A guerra já chegava ao fim, e os prisioneiros acompanhavam num rádio clandestino o avanço de tropas aliadas e já faziam o cálculo dos dias que os separavam da liberdade. Até que o comandante da prisão reuniu a todos no pátio e informou que, antes da libertação, todos seriam enforcados. “Foi um grito de lamentação e horror... seguido da mais extraordinária experiência de liberdade que jamais tive em minha vida”, ele disse. “Se eu morrer dentro de dois dias, então nada mais importa. Não há sentido em me guardar, não há sentido em ser prudente. Não preciso pretender ser outra coisa do que sou. Posso viver a minha verdade, pois nada pode me acontecer. Não preciso de máscaras. Tenho a permissão para a honestidade total. Posso ir ao guarda nazista, que sempre me aterrorizou, e dizer a ele tudo o que sinto e penso... Que é que ele pode me fazer? Posso ir até aquela mulher que sempre amei mas de quem nunca me aproximei (afinal, ela estava com o marido, e naqueles tempos isto era levado em consideração...) e pedir licença ao marido para confessar os sentimentos... Posso dizer tudo o que sinto mas que nunca me atrevi a dizer, por medo”. E me contou dessa experiência fantástica de liberdade e verdade que se tem quando se está pendurado sobre o abismo. A Morte tem o poder de colocar todas as coisas em seus devidos lugares. Longe do seu olhar , somos prisioneiros do olhar dos outros, e caímos na armadilha de seus desejos. Deixamos de ser o que somos para sermos o que eles desejam que sejamos. Diante da Morte, tudo se torna repentinamente puro. Não há lugar pra mentiras. E a gente se defronta então, com a Verdade, aquilo que realmente importa. Para ter acesso a nossa verdade, para ouvir de novo a voz do desejo mais profundo, é preciso tornar-se um discípulo da Morte. Pois ela nos dá lições de vida, se acolhemos como amiga. " A morte é nossa eterna companheira" - dizia Don Juan, o bruxo. " Ela se encontra sempre a nossa esquerda, ao alcance do braço. Ela nos olha sempre até o dia que nos toca. Como é possível alguém se sentir importante, sabendo que a Morte o comtempla? O que você deve fazer ao se sentir impaciente com alguma coisa, é voltar-se para sua esquerda e pedir que a sua Morte o aconselhe. Estamos cheios de lixo! É a Morte é a única conselheira que temos. Sempre que você sentir, como acontece sempre, que tudo está indo de mal a pior,e que você se encontra a ponto de aniquilado, volte-se para sua Morte e lhe pergunte se isso é verdade. Sua Morte lhe dirá que você está errado, que nada realmente importa, fora do seu toque. Ela lhe dirá "ainda não te toquei". Alguém tem que mudar e depressa. Alguém tem que aprender que a Morte é caçadora e que ela se encontra a nossa esquerda. Alguém tem que pedir o conselho da Morte e abandonar a maldita mesquinharia que pertence aos homens que vivem as suas vidas como se a Morte nunca fosse bater no seu ombro.
Houve um tempo em que o nosso poder perante a morte era muito pequeno. E por isso os homens e mulheres dedicavam-se a ouvir a sua voz e podiam tornar-se sábios na arte de viver. Hoje, o nosso poder aumentou, a Morte foi definida como inimiga a ser derrotada, fomos possuídos pela fantasia onipotente de que nos livramos de seu toque. Com isso, nós nos tornamos surdos às lições que ela pode nos ensinar. E nos encontramos diante do perigo de que, quanto mais poderosos formos diante ela( inutilmente, porque só podemos adiar..)mais tolos nos tornamos na arte de viver. E, quando isso acontece, Morte que podia ser conselheira sábia, transforma-se em inimiga que nos devora por detrás. Acho que para recuperarmos um pouco a sabedoria de viver seria preciso que nos tornássemos discípulos e não inimigos da Morte. Mas para isso seria preciso abrir espaço em nossas vidas para ouvir a sua voz.Seria preciso que voltássemos a ouvir os poetas....

Referência: ALVES, Rubem. A morte como conselheira. In: CASSORLA, Roosevelt M. S. (Coord). Da morte. Campinas: Papirus, 1991.




Corri, 10km... sob um sol de rachar... nunca tinha corrido uma prova assim, 10km com um sol tão forte, o tempo todo e sem sombra... poucos postos de hidratação...  Comecei super motivada, como não podia deixar de ser pois estava esperando ansiosamente por este desafio... mas confesso que passado 25 minutos de prova me deparei com a subida de um viaduto que foi de matar...  para mim realmente de matar... meus batimentos cardiacos, minha respiração, tudo perdeu o ritmo... o coração queria saltar pela boca, a respiração virou um gemido... perdi o foco... pensei que não conseguiria... que sensação ruim... buscava por alguma motivação mas só passava pela minha cabeça como meu corpo estava desgastado... muito calor e pouca água! Enfim avistei o posto de hidratação, mas toda agua do mundo não parecia suficiente, aquele copinho era apenas uma gota para o tanto de sede que eu estava... Continuei buscando forças e corri por mais uns 2km quando me deparei com a volta pela subida do mesmo viaduto... pensei novamente que não aguentaria, que pegaria carona com algum policial, carro, bicicleta, com alguem que passasse por ali... Respirei fundo, busquei mais força e trotei leve, vi que não aguentaria, andei... toda a subida... meus batimentos foram acalmando chegaram a 165, me tranquilizei... voltei a correr... ladeira abaixo é sempre mais fácil pensei e como dizem "para baixo todo santo ajuda" que algum então me ajude a terminar essa prova... já havia percorrido uns 6km, meu pensamento era constante : "vamos mais 1km, mais 1km..." e quando avistava a marcação pensava, ótimo, menos 1km... e assim fui até o 7km, onde consegui, ao olhar para o mar a minha esquerda achar a motivação para aumentar o ritmo até o final da prova...
Quando cruzei a linha de chegada, depois de 1h 14min 25seg senti um misto de alegria e alívio, uma vontade de gritar e chorar, nem sentia meu corpo, não tinha dor, e já tinha acostumado com o  som da minha respiração ofegante... tudo ao mesmo tempo...
meu corpo arrepiava com o calor e eu não sabia se me jogava no gramado, se corria até a água...não sabia nada! Só pensava... consegui... consegui!!!!! 10km... é um monte, meu objetivo, meu desafio... e eu consegui... suado, sofrido... mas fui até o fim! e essa sensação não tem preço...  Vida pulsando... cabeça, coração, pulmão,  tudo em sincronia, tudo funcionando....
Lembrei do texto acima...
Senti constantemente "morte e vida" ao meu lado... momentos de angústia, dúvida, desespero e momentos de bem estar, tranquilidade, certeza e paz... elaborar tudo isso não foi fácil... ser testada constantemente, por mim mesma, pelo meu corpo, minha saúde, minha cabeça...
Em vários momentos busquei foco e não encontrei nada, não me encontrava ou só encontrava desespero, me lembrei de um anuncio que diz assim:
"If you're not fast, you're food"!!!!!!
...e pensava... pronto virei comida! Se fosse real já era... mas isso me distraia e quando percebia tinha voltado para meu foco novamente... ( assista o video!!! )
As pessoas em uma corrida também são incríveis... a sensação de pertencimento, de apoio, ajuda, companherismo... nunca tinha sentido isso tão forte... e em nenhum outro esporte... incrível como alguém sempre tem uma palavra de incentivo de animação na hora certa...  bem legal!
Bom... foi isso... fiquei muito feliz em ter cumprido meu objetivo e assustada em me ver tão no limite físico e mental...
Hoje descanso e elaboro tudo isso... até a próxima!

as mulheres da equipe Sprint e suas unhas verdes!!!

trote de aquecimento...

nossa grande equipe...




terça-feira, 16 de março de 2010

Sobre Vontades e Mudanças...






Por que não me mudo pra Bahia?

Há dois tipos de férias. O primeiro é quando o cavalo cansado, magro, castrado, vai para uma campina verde, sem ninguém que lhe dê ordens, sem hora pra levantar, sem nada pra fazer, é só vadiar, pastar, descansar, correr, dormir, fazer o que lhe der na telha! Que felicidade! Bom seria que a vida toda fosse assim! Mas o tempo corre rápido. Passadas duas semanas, descansado e gordo, é hora de voltar para onde estava antes, para o cabresto, a cerca, o arreio, a carroça, as esporas e o chicote, para isso que se chama “realidade”. É hora de retomar o trabalho no lugar onde ele o havia deixado. Ah! Todo cavalo precisa de férias para agüentar mais um ano de trabalho duro… Descansar para trabalhar! As empresas sabem disso. Se dão férias para os seus cavalos não é porque os amem em liberdade. É porque precisam deles na sua volta, revigorados e trabalhadores, agradecidos à empresa que lhes dá férias. E há mesmo os cavalos que, ao final das férias, começam a sentir saudades do arreio e da carroça, querem voltar, porque se cansam da liberdade. Todo mundo diz que quer liberdade. É mentira. A liberdade traz muita confusão à cabeça. Melhores são as rotinas que nos livram da maçada de ter que tomar decisões sobre o que fazer com a liberdade. Quem tem rotinas não precisa tomar decisões. A vida já está decidida. O cavaleiro nem precisa puxar a rédea: o cavalo sabe o caminho a seguir.
O segundo tipo é quando as férias produzem uma perturbação não esperada na cabeça do cavalo. Aqueles campos verdes sem cercas começam a mexer lá no fundo da sua alma, justo no lugar onde estava enterrado o cavalo selvagem que ele fora um dia, antes do cabresto, do arreio e da castração. E aí um milagre acontece: o cavalo selvagem morto ressuscita, se apossa do corpo do cavalo doméstico que vira outro, e até reaprende as esquecidas artes de relinchar, de empinar, de saltar cercas, de disparar a galope pela pura alegria de correr, imaginando-se um ser alado, Pégaso, voando pelas pastagens azuis do céu e pulando sobre as nuvens… É tão bom… E, de repente, deitado sob uma árvore, ele se lembra de que está chegando a hora de voltar… Mas ele não quer voltar. Quer ficar. Surgem então, na sua cabeça, perguntas que nunca fizera: “Por que é que eu volto sempre? Será mesmo preciso voltar? Estou condenado ao cabresto, arreio e castração? É isso que é a vida? Por que voltar se não quero? Volto porque é preciso? Mas será preciso mesmo? Minha vida não pode ser diferente?”
Essas idéias malucas só acontecem quando o cavalo está só com os seus pensamentos. Férias em solidão são perigosas. É por isso que muitas empresas fazem colônias de férias para os seus empregados. Para que não fiquem sozinhos. Para que não pensem pensamentos doidos. Juntos, eles pensam os pensamentos que todos pensam. Pensamentos normais. Os de sempre. O mesmo. Sobre o que conversam os cavalos domésticos nas colônias de férias? Eles conversam sobre cabrestos, arreios, carroças, cavaleiros, carroceiros… E assim, os cavalos selvagens continuam enterrados…
Eu quero me mudar para a Bahia. Eu posso me mudar para a Bahia. Mas não vou me mudar para a Bahia. Cavalo doméstico, voltei e vou ficar onde estou, onde sempre estive, pensando e escrevendo que quero me mudar para a Bahia mas não vou me mudar para a Bahia. A Bahia soltou meu cavalo selvagem… Uma Bahia diferente, sem axé, sem atabaques, sem berimbau, sem capoeira, sem acarajé, sem som eletrônico, sem “o que é que a baiana tem?”, sem vatapá… Uma Bahia anterior à Bahia, uma Bahia muito antiga que está se perdendo na espuma do mar, uma Bahia que me leva ao início do mundo. Foi essa Bahia que viu Sophia de Mello Breyner Andresen, maravilhosa poetisa portuguesa, Bahia virgem, Bahia dos descobridores: Um oceano de músculos verdes, um ídolo de muitos braços como um polvo, caos incorruptível que irrompe e um tumulto ordenado, bailarino retorcido em redor dos navios esticados. O mar tornou-se de repente muito novo e muito antigo para mostrar as praias e um povo de homens recém-criados ainda cor de barro, ainda nus ainda deslumbrados…
Não, não se trata de praia. Praia é Guarujá, Ipanema, Porto Seguro, Cabo Frio, Camboriú, formigação humana, agito. Nessas praias o barulho não permite que se ouça nem a música do mar e nem a música do vento que balança as folhas dos coqueiros. Uma amiga, voltando de férias em Porto Seguro, disse-me que o barulho das batucadas era tal que ela teve de viajar quarenta quilômetros para ouvir o mar. Faz muitos anos viajei setecentos quilômetros até Cabo Frio. Quando cheguei à praia, na ilusão do silêncio, fui agredido pelo som infernal que saía de uma barraca. Imagino que chegará um tempo em que todas as praias terão sido estupradas pela insensibilidade humana.
Foi na praia de Mangue Seco, aquela da Tieta do agreste, a mais linda que já vi, areias brancas alisadas pelo mar imenso, mar sem fim, azul, verde e branco. Meu filho Sérgio tinha três anos quando viu o mar pela primeira vez. Em silêncio ficou a contemplar o mar, as ondas se quebrando sem cessar. E me perguntou: O que é que o mar faz quando a gente vai dormir? Era-lhe incompreensível a eternidade do mar. Também me espanto e me pergunto, sem resposta: Há quanto tempo o mar se quebra alisando a areia? O mar, a praia, as conchas, o céu, os peixes invisíveis nas profundezas, as gaivotas em vôo me falam da eternidade. Senti-me retornado ao início do mundo: Foi, desde sempre, o mar… Até as marcas dos pés, coisas do tempo, haviam sido apagadas pelo vento e pelas ondas. Solidão, solidão robusta, solidão para todos os lados, uma ausência humana que se opõe ao mesquinho formigar do mundo… (Cecília Meireles). Senti o que sentia Murilo Mendes: O minúsculo animal que sou acha-se inserido no corpo do enorme Animal que é o universo. Universo, Animal enorme que me faz viver… Que mais bela experiência mística posso desejar? Eu e o universo em silenciosa harmonia… Que milagre ou aparição de Virgem pode se comparar a esse sentimento? Eu, infinitamente pequeno, grão de areia e, ao mesmo tempo, infinitamente grande, bebendo o universo com meus olhos…
Quero me mudar para a Bahia. Mas sei que não vou me mudar para a Bahia. E não importa que seja a Bahia. As montanhas de Minas com suas matas e cachoeiras, o mar em cima, porque o mar de Minas não é o mar. O mar de Minas é o céu, prô mundo olhar pra cima e navegar sem nunca ter um porto onde chegar… – também as montanhas de Minas são parte do enorme Animal que é o universo… Quem sabe Passárgada? Ou Maracangalha…
Todo mundo tem nostalgia por um outro lugar. Todo mundo gostaria de se mudar para um outro lugar mágico. Mas são poucos os que têm coragem de tentar. Talvez por saberem que a Bahia, como Passárgada, não existe. Ela é um sonho que encanta, que acorda o cavalo selvagem desembestado pelas planícies do infinito. Mas a duração é curta porque a Bahia só existe no efêmero tempo das férias, dentro de uma bolha encantada de eternidade. Quando se volta lá, à procura, descobre-se que a bolha estourou e a Bahia mudou… Para onde terá ido? O triste é que o sonho acaba mas o cavalo selvagem que o sonho acordou continua vivo. Quer galopar, relinchar, saltar… Mas não tem jeito. No mundo real os cavalos andam devagar, em círculos, sempre o mesmo caminho, fazendo girar a mó. E enquanto andam, sonham que querem se mudar para a Bahia…
Sobra a memória: as lavadeiras alegremente lavando roupas dentro de riachos de água límpida; sobra o brilho do sol da tarde refletido na água espraiada na areia; sobram os divertidos caranguejos assustados correndo de lado com seus olhos-periscópios esticados…; sobra a imensidão do mar; sobra a imensidão das praias; sobram o azul; o branco; o verde; sobra o silêncio das vozes dos homens; sobra o céu estrelado; sobram os coqueirais, a água de coco…; sobra a sensação de se estar em paz com a vida. Disse a Adélia: Aquilo que a memória amou fica eterno. Talvez eu não precise me mudar para a Bahia porque ela sobrou dentro de mim…


É ou não é uma cooooisa esse Rubem Alves??
Esse texto também me lembra aquela música do U2 - Who's Gonna Ride Your Wild Horses ...
Cavalos Selvagens... Quem vai montar seus cavalos selvagens?
Cavalos selvagens correm soltos, em bando, parece uma dança, parecem voar sob o chão...tão livres...tão instintivo...tão primitivo...
mas ai voltamos a nossa realidade "domesticada"...não necessariamente ruim, muitas vezes necessária...
O que vale é viver o sonho, ir e voltar, ter um lugar de sonho e sossego, poder respirar a calmaria em meio a tempestade...encontrar este lugar (interno ou externo) não é simples mas muito importante...é um lugar onde os olhos brilham mais, onde a mente se acalma, onde o coração fica tranquilo, onde corpo e alma respiram paz...e é um lugar que precisa e merece ser cultivado e visitado com frequência, para o bem estar, para o bem viver...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Sobre Diferenças...






As Diferenças:

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola.
Reuniram-se e começaram  a escolher as disciplinas.
O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo.
O Peixe para que o nado fizesse parte do curriculo também.
O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental.
E o Coelho queria de qualquer jeito que  corrida fosse incluida.
E assim foi feito. Incluiram tudo, mas...cometeram um grande erro.
Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.
O Coelho foi magnífico na corrida, ninguem corria como ele.
Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa arvore e disseram:
"Voa Coelho!" Ele saltou lá de cima e "pluft"...
Coitadinho, quebrou as patas...
O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também...
O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma Topeira,
quebrou o bico e machucou as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem cavar buracos.
Sabe de uma coisa?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem as próprias qualidades...
Não podemos exigir ou forçar que as pessoas pensem ou sejam parecidas conosco, com as nossas qualidades ou com o que acreditamos que seja o certo...
Agindo assim, só causamos sofrimento...não conseguindo enxergar as qualidades dos outros e respeita-las podemos perder o que há de melhor em uma relação: o aprendizado através das diferenças! Com as diferenças aprendemos a respeitar, aceitar, aprendemos sobre o novo, aprendemos sobre amizade e amor!

domingo, 14 de março de 2010

Sobre Paciência e Persistência...

 
O Bambu Chinês...
Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.
Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas... uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.
Um escritor de nome Covey escreveu:
"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5.º ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava..."
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos... Em nosso trabalho especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento,de pensamento, de cultura e de sensibilização,devemos sempre lembrar do bambu
chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.
Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a
Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos..!!!

Conheci esse texto atraves do meu irmão... Aliás, estou sempre aprendendo com ele...somos tão parecidos e tão diferentes...qquer hora escrevo aqui algo sobre fratrias, irmandades, vínculos familiares... universo que me encanta...
Bom... lembrei dele, do trabalho dele, e de trabalhos que levam uma vida...
No caso dele, jogar e treinar tenis, criar e gerenciar atletas...
No meu, criar filhos, gerenciar uma familia...
Criar filhos por exemplo... tarefa nada fácil...anos de dedicação, expectativas e poucas certezas...
A verdade é que a certeza precisa ser interna, é preciso acreditar que o melhor está sendo feito, que cada dia é importante, que cada dúvida merece uma resposta cuidadosa, cada descoberta tem a sua importância, cada discussão seu objetivo, cada queda seu aprendizado... assim como a raiz do bambú, quase invisível aos olhos nos primeiros anos...mas a certeza de que a base está sendo nutrida, bem  formada,cuidadosamente...carinhosamente...conscientemente!




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