Adoro viajar... viagens para mim normamlmente acontecem sem muito tempo de planejamento... é quase um impulso, um chamado de última hora, um desejo que no momento certo torna-se realidade...
E essa foi assim... sempre gostei da Itália, gosto do povo, da comida, bebida, dos filmes, música, da cultura, da história... e no momento certo tudo fluiu e aconteceu...
Como todas as minhas viagens esta também foi de muito aprendizado, reflexão e transformação...
Aos poucos divido por aqui minhas impressões, experiências e elaborações...
Tirar um tempo para você, viver novas experiências, outra rotina, contato com outra cultura... e ao mesmo tempo ser dono do seu tempo, do seu ritmo, suas escolhas, impressões e emoções... Acredito que viagens proporcionam tudo isso...
Refletir, meditar, observar, viver... divido aqui meus momentos reflexivos...
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sábado, 25 de agosto de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Sobre Paradoxos...
Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade"...
Então aí vai um texto que achei muito bom!!! Vale a reflexão...
O Paradoxo do Nosso Tempo
(George Carlin)
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós amamos raramente, e odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver.
Adicionamos anos à nossa vida, e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas não cruzamos a rua pra encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma;
Dominamos o átomo, mas não nosso preconceito;
Escrevemos mais, mas aprendemos menos;
Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
Tempo do homem grande de caráter pequeno;
Dos lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis. Dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar em “delete”.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre."
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Sobre estar feliz...
Festas eu adoro, acho que tem uma função de "catarse" para uma semana corrida e estressante...
Amo música, adoro dançar e adoro meus poucos e bons amigos, parceiros de festas, de conversas de cafés, de viagnes... me fazem muito bem! Mas me faz muito bem também ficar sozinha, nunca tive problema com isso ( talvez por nunca ter ficado realmente sozinha, pode ser!)... Mas enfim, me faz muito bem também ficar em casa, escutar as "minhas"músicas, assistir aos "meus" canais favoritos, refletir, meditar... escutar o meu silêncio... é nele que me encontro!
Aí voltando a vida normal e medíocre em Blumenau (minha cidade cármica natal...) essas questões aparecem e reaparecem em emails, conversas, mensagens... O quanto as pessoas reclamam da vida que levam, o quanto invejam a grama do vizinho (que sempre parece mais verdinha...).
Eu não queria a vida de ninguém especificamente, mas muitas vezes me pego pensando se não estaria mais feliz se tivesse feito outras escolhas... até aí tudo normal certo?! Acredito que sim, se você conseguir perceber que tudo depende de você, do seu ponto de vista, de sua capacidade de flexibilizar um momento nao tão bom... e buscar algum tipo de mudança, algo ou alguma atitude que te faça mais feliz!
Eu já percebi que as pessoas reclamam quando chove, mas também reclamam quando o sol está muito quente... Acostumadas a reclamar, perdem o momento. A chuva pode ser ótima para lavar a alma como um banho de cachoeira... o sol pode ser ótimo para aquecer o coração, trazer luz ao seu dia!
Bom, adoro o amanhecer e acho que cada novo dia é um novo começo, uma nova possibilidade de "despertar"...
Então fica a dica: Faça você o seu dia, seja responsável por suas escolhas e decisões, acredite, confie, viva a sua vida e não a do outro...
Festa no outro apartamento
(Martha Medeiros)
Anos atrás a cantora Marina compôs com o irmão dela, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia: "eu espero/acontecimentos/só que quando anoitece/é festa no outro apartamento". Passei minha adolescência inteira com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar, porém eu não havia sido convidada.
Até aí, nada de novo. Não há um único ser humano que já não tenha se sentido deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. O problema está em como a gente reage a isso. A grande maioria que espera "acontecimentos" fica ligada demais na festa do vizinho, se perguntando: como fazer para ser percebido? A resposta deveria ser: percebendo-se a si mesmo. Mas é o contrário que acontece: a gente passa a se vestir como todo mundo, falar como todo mundo, pensar como todo mundo. Só então consegue passe livre: ok, agora você é um dos nossos, a casa é sua.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação tão infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias de jornal. As pessoas alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
É preciso amadurecer para descobrir que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro não costumam ser revelados. Pra consumo externo, todos são belos, lúcidos, íntegros, perfeitos. "Nunca conheci quem tivesse levado porrada/todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa sacando que nada é o que parece ser.
Sua solidão, sua busca por paz interior, seus poucos e leais amigos, seus livros, suas músicas, fantasias, de desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na sua biografia, e pode ser mais divertido que uma balada em algum lugar distante. Pegar carona na alegria dos outros é preguiça, e quase sempre é furada. Quer festa? Promova-a dentro do seu apartamento.
Anos atrás a cantora Marina compôs com o irmão dela, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia: "eu espero/acontecimentos/só que quando anoitece/é festa no outro apartamento". Passei minha adolescência inteira com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar, porém eu não havia sido convidada.
Até aí, nada de novo. Não há um único ser humano que já não tenha se sentido deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. O problema está em como a gente reage a isso. A grande maioria que espera "acontecimentos" fica ligada demais na festa do vizinho, se perguntando: como fazer para ser percebido? A resposta deveria ser: percebendo-se a si mesmo. Mas é o contrário que acontece: a gente passa a se vestir como todo mundo, falar como todo mundo, pensar como todo mundo. Só então consegue passe livre: ok, agora você é um dos nossos, a casa é sua.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação tão infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias de jornal. As pessoas alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
É preciso amadurecer para descobrir que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro não costumam ser revelados. Pra consumo externo, todos são belos, lúcidos, íntegros, perfeitos. "Nunca conheci quem tivesse levado porrada/todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa sacando que nada é o que parece ser.
Sua solidão, sua busca por paz interior, seus poucos e leais amigos, seus livros, suas músicas, fantasias, de desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na sua biografia, e pode ser mais divertido que uma balada em algum lugar distante. Pegar carona na alegria dos outros é preguiça, e quase sempre é furada. Quer festa? Promova-a dentro do seu apartamento.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Era uma casa muito engraçada...
Ando fazendo arrumações aqui em casa, e como toda arrumação a bagunça inicial faz-se fundamental... com 2 crianças pequenas de férias então instaura-se o caos...
Paciência... tento manter a calma, o auto controle, o foco... e a bagunça continua... Então, como tudo no universo conspira, recebi este email do meu padrinho querido que me diverte com mil e-mails e seus conteúdos divertidos e semi-inúteis na maioria das vezes, mas que no mínimo rendem boas risadas... Este a seguir, achei ótimo e refelte bem o que penso e o que vivo, embora não sem conflitos...
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente."
Carlos Drummond de Andrade(1902-1987)
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar!!!!
Não é lindo?!?
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