quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre Eduação e Filhos...

Quando se fala em educação, filhos, adolescência, muitas dúvidas surgem aos pais, educadores, familiares e muito vem se discutido e estudado sobre o assunto e sobre as mudanças de comportamentos sociais de crianças, jovens e suas famílias...
Como terapeuta familiar, enxergo sempre a dança da família e seus passos muitas vezes acelerados, desordenados, outras vezes ritmados em harmonia, nem sempre é fácil, mas é possível!
O mais importante é a reflexão e o diálogo, tempo para olhar para as relações, para os sintomas, para o funcionamento familiar...
Posto o texto a seguir, pois achei muito interessante a reflexão...
 
Meu filho, você não merece nada.
A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada
 
   Divulgação
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br Twitter: @brumelianebrum
 
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Era uma casa muito engraçada...


Ando fazendo arrumações aqui em casa, e como toda arrumação a bagunça inicial faz-se fundamental... com 2 crianças pequenas de férias então instaura-se o caos...
Paciência... tento manter a calma, o auto controle, o foco... e a bagunça continua... Então, como tudo no universo conspira, recebi este email do meu padrinho querido que me diverte com mil e-mails e seus conteúdos divertidos e semi-inúteis na maioria das vezes, mas que no mínimo rendem boas risadas... Este a seguir, achei ótimo e refelte bem o que penso e o que vivo, embora não sem conflitos...
"Casa arrumada  é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente."

Carlos Drummond de Andrade(1902-1987)

Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar!!!!


Não é lindo?!?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

mais sobre Psicossomática:



O texto não é meu, mas é tudo que eu penso e tudo que procuro viver... vale tentar, viva a saúde, o bem estar o bem viver!!!



Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

"O bom humor nos salva das mãos do doutor".
 Alegria é saúde e terapia.
 Dr. Dráuzio Varela

E você? Como vai construir sua estrada? O que vodê quer para você?  para sua vida? Quais suas escolhas?
Boas reflexões...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Questões Psicossomáticas...

Sobre Psicossomática do sistema digestivo:

A vida fala-nos em várias linguagens. A linguagem dos
sintomas é uma das formas de expressão de que a vida se serve e traz mensagens
extremamente importantes se soubermos interpretá-las. Aprendendo a escutar
atentamente estes sinais e sintomas passamos a nos conhecer melhor, descobrimos
nossa autenticidade, e podemos nos tornar ativos no processo de cura da doença.
Tratando-se do sistema digestivo, esôfago, estômago,
duodeno, etc., faz-se importante lembrar que o alimento psíquico, os alimentos
afetivos e emotivos são tão reais quanto os alimentos físicos, pois desde que
ingeridos são integrados em nós.

Segundo Kurt Tepperwein, em seu livro, O que a Doença quer
Dizer – A Linguagem dos Sintomas, o estômago recebe as impressões materiais do
mundo. Tem de assimilar a primeira impressão. O transtorno mais frequente é o
ardor no estômago, a acidez de todas as formas. O doente do estômago procura
evitar conflitos.  Aprender a enfrentar
os problemas  e resolver os conflitos
através de um tratamento consciente que inclui também entender a sua
incapacidade ou falta de vontade  de
aceitar, assimilar ou “digerir” a crítica. O mesmo autor cita problemas de duodeno apontam também para impotência
ou incapacidade para enfrentar as circunstâncias da vida. Irritação reprimida,
estresse, pressa (consequências de um confronto interno).
As náuseas realçam a rejeição de algo que não desejamos, a
tentativa de desfazer coisas ou impressões que não queremos assimilar, que não
podemos integrar. Os vômitos são a expressão de defesa e rejeição. Náuseas  podem aparecer quando tomo consciência de
algo que gostaria que não tivesse ocorrido. Os vômitos são uma expressão total
de defesa e de rejeição contra algo com que entrei em contato, não podendo (ou
não querendo) aceitar. Ao vomitar, volto a expulsar o que é indigesto ou nocivo
para mim, embora seja só no plano físico. Gostaria de fazê-lo também no plano
mental, mas não vejo nenhuma via para isso.


Para Dethelefsen e Dahlke, em A Doença como Caminho,  a náusea sinaliza que recusamos algo e seguida
de vômito sinaliza o desejo de nos livrarmos das coisas e impressões que não
desejamos, que não queremos assimilar nem integrar. Vomitar é uma expressão
evidente de resistência e de recusa. Vomitar é “não aceitar”.


A falta de capacidade em lidar com seus aborrecimentos e com
sua agressividade de forma consciente, resolvendo seus conflitos e problemas
através de um senso de responsabilidade pessoal, ocasiona sérios problemas
estomacais. “A pessoa que sofre do estômago deixa totalmente de demonstrar sua
agressividade (engolindo tudo) ou exagera na agressividade – embora ambos os
extremos não ajudem a resolver de fato os problemas, pois ela carece de uma
base segura de autoconfiança e da sensação fundamental de proteção para confrontar  com independência os obstáculos.” A pessoa
que sofre do estomago é alguém que procura evitar conflitos. “Sente saudade da
infância livre de conflitos, embora não tenha consciência do fato.”


 Leloup, em seu livro
O Corpo e seus Símbolos, fala da necessidade de vomitar o que carregamos de
muito pesado em nós mesmos. “Pode ser uma injustiça, algo inaceitável”. Certas
pessoas sentem-se culpadas e tomam a responsabilidade pelos fatos e atitudes da
sociedade em que vivem.


O grande aprendizado nestes casos é tornar-se mais
consciente dos seus sentimentos, lidar de forma consciente com seus conflitos e
digerir, também conscientemente, suas impressões.  Admitir seu desejo infantil de dependência e
segurança maternal, além de sua ânsia em serem amados e atendidos, mesmo quando
tais necessidades estiverem muito bem disfarçadas por trás de uma fachada de
independência, competência e orgulho. Dessa forma é o estômago que, como a
maioria dos sintomas físicos, sempre revela a verdade.


Perguntas reflexivas: O que não consigo digerir? O que não
consigo integrar? O que não aceito? O que não consigo perdoar?

Site interessante para pesquisas: psiqweb

domingo, 29 de maio de 2011

Um dia Reflexivo e Feliz...

 Gostei! Por isso compartilho! Acredito em fases, onde as vezes tentativas como deste texto à seguir fazem todo sentido, outras vezes nem tanto, mas faz parte da vida, muitas vezes só a tentativa já tá valendo não?!
 
"Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém.
 Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. 
 Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem.
 Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém.
 Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também.
 Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem.
 Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem.
Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem!"
 
 
Preste atenção no ritmo da vida, em pequenas mudanças, pequenos momentos preciosos, a vida ensina o tempo todo: nunca desista! A vida não é um jogo onde ganha-se ou perde-se e sim aprende-se sempre! Procure evoluir! assim você estará atento á descobrir as pequenas belezas dos momentos. As pessoas mudam (não totalmente!),  evoluem, crescem e aprendem coisas novas (sempre!). Ninguém é totalmente bom, nem totalmente mal, treine sua tolerância, aceitação, somos todos passíveis de erros e todos nós podemos aprender muito sempre!
boa semana! boas reflexões...
 
 

Escolhendo uma boa câmera:

Bom, continuando as informações sobre fotografia, outra questão que acho importante é descobrir qual tipo de camêra e lente fazem parte do seu estilo fotográfico...
Eu, particularmente gosto muito de fotografar e procuro ter sempre um equipamento que cubra todas as situações possíveis ( Retartos, Paisagens, Macros, grande angular, super zoom, etc...). Explico a seguir:

Muitas das vezes, as câmeras digitais na sua base são muito parecidas (Cannon e Nikon são rivais e eu gosto muito das 2! mal de  psicóloga sistêmica talvez, fazer o quê? ). São poucos detalhes que fazem a diferença e isso exige pesquisa específica, para isso recomendo fóruns e sites (esse tenho como o melhor pra mim: dpreview ). Por isso, novamente falo sobre este tema : pense e observe seu estilo fotográfico, para que e como usará seu equipamento? qual finalidade principal?

Defina seu estilo fotográfico:
Qual tipo de fotografia chama sua atenção? O que você acha bonito em uma foto? Pense nisso por um tempo, faça testes com equipamentos que você já tem, o que te frustra? Qual recurso você sente falta?
Antes de começar, (novamente repito...) escolha o seu tipo de fotografia. Posto a seguir diversos tipos de fotografias, descubra qual mais se identifica com seu estilo.
É claro que você ( assim como eu), pode escolher mais um ou dois ou vários estilos, mas pense que (infelizmente) na realidade você não irá utilizar todos. Assim, conseguirá ter uma noção para o que pretende a sua câmara fotográfica. No final poderá associar o seu tipo de fotografia ao tipo de câmera fotográfica mais adequada para você.

Esportes, Movimento, Ação: (Eu Amo!!!):

Se você tem: crianças que gosta de fotografar, animais, se gosta de um determinado esporte, corridas de automóveis, surf, ou qualquer coisa que não se mantenha estática, então este pode ser o seu tipo de fotografia. Novamente, você pode até gosar de fotografias assim mas realmente irá fotografar isto? Pense bem!






Retratos: (também amooo...):
Se gosta de fotografar pessoas, retratos, expressões, captar a emoção de um olhar, então este será certamente o seu estilo dominante de fotografia...










Paisagem:

Se gosta de fotografar belas paisagens; se não gosta de interagir com pessoas para fotografar, a beleza da paisagem poderá ser o grande foco da sua fotografia.








Macro:
Se prefere fotografar detalhes, se gosta de ver aproximado as fotografias de peças de arte dos museus que visitou nas férias, se gosta de fotografar insetos, plantas, comida, a fotografia macro é a sua fotografia.









Fotografias noturnas ou com pouca iluminação:
Se pretende fotografar em ambientes interiores ou exteriores com luz mais difusa, brincar com o "timer" de sua câmera e com possibilidades de iluminação iluminação, este poderá também fazer parte do seu gosto fotográfico...






Viagens:
Se gosta de viajar e transportar a sua câmera fotográfica consigo para todo o lado, então terá de considerar adquirir uma câmera leve e de pequenas dimensões, porque andar horas com uma câmera às costas pode ser muito cansativo, e realmente é! Confesso que por muitas vezes considerar levar todo meu equipamento me dá uma preguiça danada, por isso sempre tenho uma boa opção de câmera mais compacta mas com boas opções e recursos...

a mochila é indispensável, existem várias opções com espaços internos para cartão de memória extra, bateria extra, carregadores, lentes, etc...


atenção ao "mochilão" sempre presente... as vezes é realmente cansativo...


minha dica se você é um amante da fotografia é ter sempre 2 opções de câmeras, nesta foto usamos a minha "pequeninha", minha DSLR  estava ali presente pra não perder detalhes importantes...



Festas e Fotos Família:
Se sua principal intenção é fotografar momentos familiares, festas de aniversário,  jantares com amigos, o dia de Natal, seu bichinho de estimação, o seu bebê, terá boas opções de escolha desde as mais compactas até camêras DSLR, sua escolha irá depender do quanto pretente gastar em seu equipamento.








Momentos:
Se pretende organizar saídas fotográficas com amigos, captar momentos instantâneos, se gosta de esperar por aquele momento especial que sente que vai captar como ninguém, saiba que a velocidade é essencial  para conseguir reagir a tempo e captar a fotografia desejada. Nesse caso procure câmeras que ofereçam este tipo de opção, eu particlarmente prefiro as DSLR para isto, não tem erro, aí é só optar por lentes (long range) que possibilitem zoom variado.









Fotografias em estúdio:
A fotografia de estúdio quer seja de objetos ou pessoas, é bem preparada, encenada, tudo pensado ao mínimo detalhe, e se é o que pretende fazer, deverá considerar adicionalmente a iluminação correta para o fazer, e não só apenas a câmara fotográfica, cursos e uma boa formação são bem importantes!







Aprenda os termos técnicos!
Para conseguir pesquisar uma câmera fotográfica, é necessário aprender os termos técnicos que a acompanham, para saber que características procurar e como conseguir comparar as câmaras e selecionar  de acordo com o objetivo que pretende.

Câmara Digital DSLR
As câmeras fotográficas compactas ainda são as mais  comuns, mas as câmaras digitais SLR tornaram-se mais acessíveis (com preços possíveis!), deixando de ser exclusivas dos profissionais.Eu recomendo para quem ama fotografia, ou quem quer fotografar cada vez mais e melhor, pense em comprar uma câmara destas em vez de uma compacta.

Uma câmera DSLR significa Digital Single Lens Reflex (Câmara Reflex Monobjetiva Digital). Com este tipo de câmera fotográfica pode mudar a lente de acordo com o tipo de fotografia que pretende obter. Tem sensores muito maiores que produzem fotografias de alta qualidade, tem também a capacidade de fotografar instantaneamente quase sem delay e também pode obter uma fotografia exatamente igual ao que a lente vê. A maioria das DSLRs também possui uma função que permite uma pré-visualização precisa da profundidade de campo. Uma câmera DSLR pode tirar fotografias diversas, sendo muito mais versátil que uma câmera compacta.

considero este tipo de câmera uma boa opção pois oferece recursos entre uma câmera muito compacta e as DSLR, outra dica: explore os recursos de sua câmera, seja ela qual for!
Anatomia e funcionamento de uma câmara digital SLR:
A câmera fotográfica reflex tem um sistema de captação de imagem distinto de uma câmera compacta, e quase que se pode dizer que o que se vê pelo visor da câmara é o que se obtém.
Para obter uma fotografia, a câmera DSLR deixa que o visor utilize o sistema ótico principal: a luz que entra na câmera é refletida num espelho, que por si a reflete numa tela de focagem; a luz passa pela tela de focagem e entra num bloco de vidro chamado um pentaprisma; por fim reflete a imagem para que a possa ver no visor.
Quando tira uma fotografia, o espelho inclina para cima e o obturador abre, expondo o sensor a uma determinada quantidade de luz.
Assim sendo, para compor uma fotografia basta olhar pelo visor, compor e focar a imagem ajustando o focus.
No entanto, o que se vê pelo visor do pentaprisma nem sempre é exatamente o que se obtém. Assim, antes de comprar a câmera fotográfica deve informar-se acerca da cobertura e da luminosidade. Muitos dos visores das câmeras DSLR apenas mostram 95% da imagem (fator crop) que é captada pelo sensor (cobertura); no entanto, isto não é extremamente importante.
Os visores também variam na luminosidade, e quanto mais luminosidade tiverem, mais fácil é de usar o focus manual, pois mais facilmente se aperceberá de todos os detalhes do que está a ver.  



Lentes:
Uma das grandes características de uma câmera digital é ter  lentes intercambiáveis  para mudar de acordo com o tipo de fotografia e condições disponíveis para obter uma fotografia. Não caia no erro de pensar que a capacidade de tirar fotografias depende exclusivamente da câmera, grande parte da fotografia depende do tipo de lente usada. A lente tem uma grande importância na cor da fotografia, no contraste, na claridade, e na perspetiva.  Assim, você deve adequar o tipo de fotografia que pretende, como retrato, paisagem, etc., ao tipo de lentes, não é razoável pensar que vai ter de comprar todo o tipo de lentes para fotografar todo o tipo de situações, existem lentaes ajustáeis para variadas situações (por isso consulte os fóruns específicos!). Uma das grandes vantagens de uma câmara digital SLR é o facto de poder ir mudando as lentes e não ter de mudar a câmara.

O que saber acerca dos termos fotográficos:
Megapixeis: quantos mais megapixéis uma câmara tiver, mais detalhe obterá e mais conseguirá ampliar a imagem.
ISO: o ISO é fundamental para conseguir fotografar com pouca luz e sem o uso do flash. Porém, quanto mais alto colocar o ISO, menor a qualidade da imagem, ou seja, a imagem fica com mais grão (granulada, ruído).
Live view (LCD): o sistema live view permite fazer a composição da fotografia usando o LCD da câmara em vez do visor.
Controlo do pó/poeira: se verificar que aparecem pequenos pontos negros na fotografia, isso pode ser pó que está pousado na lente. Os sistemas de controlo de poeira tentam prevenir e eliminar este problema.
Estabilizador da imagem: existem dois tipos de estabilizador: o da câmara e o da lente. O estabilizador da imagem ajuda a imagem a não ficar desfocada devido ao movimento.
Autofocus: o sistema de auto-focagem pode ter de 3 a 9 pontos focais. Mas mais importante do que o número de pontos focais é a precisão do sistema.
Faixa dinâmica (alcance dinâmico): como uma câmara não consegue captar os detalhes de uma cena - com um grande contraste - da mesma forma que um olho humano, quanto mais alta a faixa dinâmica (HDR), maior a possibilidade de obter um bom contraste. Uma alta faixa dinâmica capta mais contraste do que uma exposição única, combinando os melhores detalhes de altas luzes de uma foto e o melhor detalhe da sombra.
Factor Crop ou Cobertura do Sensor: a maior parte das vezes a imagem que se vê no visor é apenas 95% da fotografia total. O sensor digital da câmara é mais pequeno do que uma película de filme 35 mm, por isso, apenas uma parte da imagem que passa pela lente é capturada.
Disparo contínuo (Continuous Mode): a drive de velocidade permite tirar diversas fotografias em disparo contínuo numa rápida sucessão. Usualmente são X frames por segundo (fps), ou disparos por segundo. No geral, quanto maior a velocidade, melhor.
JPG e RAW: o formato JPG é o mais fácil de usar, permite fotografar mais quantidade de fotografias, sendo mais fáceis de enviar, visualizar; o formato RAW é melhor para trabalhar posteriormente a fotografia.
Buffer (Memória Intermédia): depois de captada, a imagem é transferida para um armazenamento temporário (memória intermédia) chamada memória buffer. O tamanho da memória intermédia é importante, pois diz quantas imagens podem ser obtidas em sucessão. Se a câmara tiver uma memória intermédia pequena terá de esperar um pouco mais até poder tirar mais uma série de fotografias
Formato: inicialmente a maioria dos fotogramas era quadrado, ou seja, 1:1, atualmente o formato mais comum é de 16:9. Existem formatos mais adequados para determinadas fotografias. Uma paisagem, por exemplo, costuma exigir formatos como o 16:9. Para um retrato, é preferível formatos quadrados como o 1:1 ou o 3:4.

O que procurar numa câmara digital SLR de acordo com o estilo fotográfico:

Esportes, Ação, Movimento:

  • Velocidade alta de disparo contínuo
  • Grande memória intermédia
  • Multi-pontos focais rápidos

Retrato:

  • Estabilizador de imagem
  • Live view (LCD)
  • Bom controlo de cor de tons de pele

Paisagem:

  • Estabilizador de imagem
  • Formato dinâmico
  • Alcance dinâmico alargado
  • Controlo de poeiras
  • Controlo de cor – especialmente os verdes

Macro:

  • Estabilizador de imagem
  • Live view (LCD)
  • Lente macro

Noturnas:

  • Estabilizador de imagem
  • ISO alto com baixo ruído
  • Redução de ruído para uma velocidade de obturação lenta
  • Controlo remoto

Viagens:

  • Estabilizador de imagem
  • Pequena dimensão e leveza
  • Alcance dinâmico alargado

Festas e fotos familiares:

  • Estabilizador de imagem
  • ISO alto com baixo ruído
  • Opção de flash externo

Momentos:

  • Multi-pontos focais autofocus rápidos

Fotografia de estúdio:

  • Live view (LCD)
  • Compatibilidade com acessórios de iluminação

Como comparar:

Para comprar uma câmra: inicie a pesquisa, defina um estilo e um tipo de câmera, selecione um modelo e compare com outros.
Preço: o preço usualmente é um fator determinante na compra de uma câmera fotográfica, por isso pode a partir desta premissa excluir à partida algumas opções.
Megapixéis: hoje em dia as câmaras fotográficas vêm com píxeis suficientes para obter formatos ou crops bastantes bons, mas se pretender fazer tamanhos publicitários como outdoors, o ideal é optar por uma câmara com um grande nível de megapixéis.
O que os outros dizem acerca da câmera é muito importante, por isso verifique os fóruns em sites da especialidade ou por exemplo na Amazon.
Tamanho e peso: se não pretende uma câmera muito pesada, ou pretende usá-la em viagens, opte por uma câmera pequena e leve, com boas revisões em fóruns e sites especializados.
Características: muitas câmeras vêm com características como a possibilidade de filmarem em HD, se para você este tipo de extra é imporante, então terá de procurar por eles.
Para começar, basicamente isto é tudo que tem de saber para iniciar a demanda pela sua câmara digital SLR. Não procure a melhor, porque a melhor câmara digital é um conceito relativo, procure a melhor para você, porque cada um sabe das suas necessidades, por isso, pense bem em como onde e quando pensa em usar a sua câmera depois disso, comece a sua pesquisa e comparação, e por fim, boas fotografias!

outra dica de site: photographyblog.com
(baseado na postagem do site O Meu Olhar  )

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