quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pablo Neruda - Confieso Que He Vivido...

 
 
Procuro viver minha vida com atenção e cuidado, pois é minha a história, serão minhas as memórias e desejo que sejam as melhores e mais divertidas possíveis. Tarefa de vida: estar atenta a cada escolha, e curtir ao máximo cada momento, não lamento pelo que não pode ser feito e agradeço pelo que posso fazer... vivo errando e acertando, aprendendo, caminho, tropeço, caio e levanto sem nenhum problema, se precisar mudo de caminho tranquilamente... e continuo caminhando, pois a vida para mim é assim uma longa caminhada cheia de possibilidades...
Pensando assim me deparei com este texo do Neruda, que adoro e admiro, então compartilho por aqui:
 
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto,
quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e  os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda
 
Não é lindo???!!! "Viver é melhor que sonhar..." e sonhando vamos vivendo...



O que é e para que serve a Psicoterapia...



Escrevi este texto, anos atras, em um folder para divulgar meu trabalho, hoje reencontrei este texto e achei bem válido dividir aqui no blog...
Quando fala-se me Psicologia, quase todas as pessoas fazem alguma idéia do que se trata e logo fazem associações a Freud e seus estudos. A palavra Psicologia, surge da junção de dois termos gregos: psyche (mente, alma) e logos (ciência, conhecimento) e dedica-se ao estudo da mente, comportamentos, personalidade, etc. Seu objetivo principal é estudar, conhecer, buscar respostas, orientar pessoas que buscam conhecimento e apoio em suas dificuldades emocionais, buscando um equilíbrio entre razão e emoção.
Logo que nascemos nos vemos inseridos em sistemas (família, sociedade, escola...). Dentro destes aprendemos conceitos, valores, crenças e desenvolvemos determinados comportamenos que são esperados de nós. Desta maneira, muitas vezes, a nossa individualidade vai se perdendo ao longo de nosso desenvolvimento, ocasionando uma ruptura em nosso contato interior.
A Psicoterapia é uma modalidade da Psicologia Clínica que independente de sua orientação teórica, possui como principais objeivos levar o paciente ao autoconhecimento, autocrescimento, compreensão, entendimento e resolução de determinados problemas e seus sintomas. Através de técnicas, conversas, reflexões o psicólogo procura auxiliar seu cliente ao longo do precesso.
Alcançar o equilíbrio emocional, estar atento aos próprios sentimentos, compreender seus sintomas, avaliar narrativas, traz tranquilidade, proporciona mudanças, amplia possibilidades, permite o crescimento pessoal. O crescimento, a mudança, a transformação são processos presentes em nossa vida e a busca por um caminho saudável é uma escolha e um processo interno e individual.
O Psicólogo será seu companheiro e seu guia nessa caminhada em busca de uma melhor qualidade de vida!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sobre Meditação e Assertividade

Recebi este "texto-reflexão" de uma pessoa muito querida e reflexiva, divido por aqui pois acho que muitos podem aproveitar a reflexão e avaliar sua postura perante a vida e os benefícios da assertividade... Faça o exercício de estar presente em cada pequena escolha de sua vida, avalie sua postura e seu tempo de resposta as situações  e o quanto está sendo sincero consigo e com os outros...
boa leitura e boa reflexão!

ASSERTIVIDADE - É a capacidade de expor de maneira clara – e sem máscaras – o que se pensa, sente ou quer.
MEDITAÇÃO - Uma prática que nos faz Estar 100% presente e centrado no seu próprio eixo. Um estado de relaxamento e diálogo interno, que traz clareza, serenidade e lucidez.


Existem pessoas que encarnam com uma natureza por demais flexível e necessitam praticar a meditação para serem mais assertivas na razão (trabalhar o enraizamento e os pés no chão).
Existem pessoas que encarnam com uma natureza por demais rígida e necessitam trabalhar a meditação para serem mais flexíveis e assertivas no coração (trabalhar a sensibilidade e o emocional).

Mas tenha você a natureza que tiver, a meditação e a assertividade são o caminho e a chegada.
Veja o texto abaixo extraído do Boletim informativo do Centro de Tratamento Bezerra de Menezes - jul-ago/2002 e saiba mais.

1. O QUE É ASSERTIVIDADE
É falar e agir com sinceridade, sem inibição, temor ou agressividade. É ser claro e afirmativo, sem deixar dúvidas sobre o que pensamos e sentimos, porém, sem agredir ou provocar incômodo demasiado na outra pessoa. Assim, assertividade é a arte de defender nosso espaço vital, nosso mundinho particular, sem recuar e sem agredir.Nem sempre é fácil nos expressarmos dessa forma porque, desde pequenos, nos ensinaram que a passividade , a omissão e até mesmo a submissão, em alguns casos, seriam nossas aliadas para viver em paz e longe dos conflitos. Essa cultura é o maior obstáculo para que adotemos atitudes assertivas no nosso dia-a-dia. A assertividade é tida como a mais eficaz forma de defesa do nosso espaço vital.

2. NÃO: A PALAVRA MAIS PERIGOSA
O não representa a quebra de uma expectativa. Ninguém gosta de ouvir um não, porque não é rejeição, e ninguém gosta de ser rejeitado. Nós não somos educados para aceitar a rejeição como uma circunstância normal da vida. Dizer não é sempre arriscado, embora, muitas e muitas vezes, seja necessário, imperioso, urgente, adequado e conveniente.
O grande segredo é aprender a dizer não e aprender a ouvir não, porque a forma de dizer e a forma de ouvir podem fazer a diferença entre o prazer e o desencanto, entre a harmonia e o conflito.
O ser humano precisa aprender a conviver com o não como uma contingência natural do convívio e, a partir dessa regra, jogar o jogo da vida com as cartas de que dispõe.
3. PERFIL DE UMA PESSOA ASSERTIVA
1. Expressa seus sentimentos com espontaneidade, naturalidade e calma.
2. Adota uma posição clara e transparente, sem disfarces ou máscaras.
3. Diz sim ou não como decorrência de análise imparcial e jamais tendenciosa.
4. Enfrenta o problema e não a pessoa; seu foco é o fato e não o agente do fato.
5. É firme, quando necessário, sem ferir ninguém.
6. Sabe ser flexível, sem abandonar seu espaço vital nem invadir o do outro.
7. Faz valer os seus direitos sem, contudo, negar os direitos dos outros, que considera tão importantes quanto os seus.

4. PRINCÍPIOS DA ASSERTIVIDADE
A postura assertiva fundamenta-se nos seguintes princípios:
1. Na qualidade da comunicação interpessoal.
2. Na aceitação das limitações do outro, sem agressividade.
3. No respeito ao posicionamento do outro.
4. Na confiança entre as partes.
5. No reconhecimento das reais intenções do emissor e do receptor da mensagem.

5. A PESSOA NÃO ASSERTIVA
- Costuma dizer sim quando gostaria de dizer não.
- Teme ou receia desagradar as pessoas com quem tem contato, para evitar conflitos.
- Omite suas opiniões em discussões para não pôr seu espaço em risco.
- Só pensa na resposta depois que a oportunidade passou; a ficha cai tarde demais.
- Se for agressiva, pode responder muito vigorosamente, com rispidez, causando forte impressão negativa e, mais tarde, arrepender-se de ter agido assim.
- Passa pela vida cheia de inibições, cedendo à vontade alheia e acaba guardando desejos e sonhos sem jamais tentar realizá-los.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre Eduação e Filhos...

Quando se fala em educação, filhos, adolescência, muitas dúvidas surgem aos pais, educadores, familiares e muito vem se discutido e estudado sobre o assunto e sobre as mudanças de comportamentos sociais de crianças, jovens e suas famílias...
Como terapeuta familiar, enxergo sempre a dança da família e seus passos muitas vezes acelerados, desordenados, outras vezes ritmados em harmonia, nem sempre é fácil, mas é possível!
O mais importante é a reflexão e o diálogo, tempo para olhar para as relações, para os sintomas, para o funcionamento familiar...
Posto o texto a seguir, pois achei muito interessante a reflexão...
 
Meu filho, você não merece nada.
A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada
 
   Divulgação
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br Twitter: @brumelianebrum
 
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Era uma casa muito engraçada...


Ando fazendo arrumações aqui em casa, e como toda arrumação a bagunça inicial faz-se fundamental... com 2 crianças pequenas de férias então instaura-se o caos...
Paciência... tento manter a calma, o auto controle, o foco... e a bagunça continua... Então, como tudo no universo conspira, recebi este email do meu padrinho querido que me diverte com mil e-mails e seus conteúdos divertidos e semi-inúteis na maioria das vezes, mas que no mínimo rendem boas risadas... Este a seguir, achei ótimo e refelte bem o que penso e o que vivo, embora não sem conflitos...
"Casa arrumada  é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente."

Carlos Drummond de Andrade(1902-1987)

Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar!!!!


Não é lindo?!?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

mais sobre Psicossomática:



O texto não é meu, mas é tudo que eu penso e tudo que procuro viver... vale tentar, viva a saúde, o bem estar o bem viver!!!



Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

"O bom humor nos salva das mãos do doutor".
 Alegria é saúde e terapia.
 Dr. Dráuzio Varela

E você? Como vai construir sua estrada? O que vodê quer para você?  para sua vida? Quais suas escolhas?
Boas reflexões...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Questões Psicossomáticas...

Sobre Psicossomática do sistema digestivo:

A vida fala-nos em várias linguagens. A linguagem dos
sintomas é uma das formas de expressão de que a vida se serve e traz mensagens
extremamente importantes se soubermos interpretá-las. Aprendendo a escutar
atentamente estes sinais e sintomas passamos a nos conhecer melhor, descobrimos
nossa autenticidade, e podemos nos tornar ativos no processo de cura da doença.
Tratando-se do sistema digestivo, esôfago, estômago,
duodeno, etc., faz-se importante lembrar que o alimento psíquico, os alimentos
afetivos e emotivos são tão reais quanto os alimentos físicos, pois desde que
ingeridos são integrados em nós.

Segundo Kurt Tepperwein, em seu livro, O que a Doença quer
Dizer – A Linguagem dos Sintomas, o estômago recebe as impressões materiais do
mundo. Tem de assimilar a primeira impressão. O transtorno mais frequente é o
ardor no estômago, a acidez de todas as formas. O doente do estômago procura
evitar conflitos.  Aprender a enfrentar
os problemas  e resolver os conflitos
através de um tratamento consciente que inclui também entender a sua
incapacidade ou falta de vontade  de
aceitar, assimilar ou “digerir” a crítica. O mesmo autor cita problemas de duodeno apontam também para impotência
ou incapacidade para enfrentar as circunstâncias da vida. Irritação reprimida,
estresse, pressa (consequências de um confronto interno).
As náuseas realçam a rejeição de algo que não desejamos, a
tentativa de desfazer coisas ou impressões que não queremos assimilar, que não
podemos integrar. Os vômitos são a expressão de defesa e rejeição. Náuseas  podem aparecer quando tomo consciência de
algo que gostaria que não tivesse ocorrido. Os vômitos são uma expressão total
de defesa e de rejeição contra algo com que entrei em contato, não podendo (ou
não querendo) aceitar. Ao vomitar, volto a expulsar o que é indigesto ou nocivo
para mim, embora seja só no plano físico. Gostaria de fazê-lo também no plano
mental, mas não vejo nenhuma via para isso.


Para Dethelefsen e Dahlke, em A Doença como Caminho,  a náusea sinaliza que recusamos algo e seguida
de vômito sinaliza o desejo de nos livrarmos das coisas e impressões que não
desejamos, que não queremos assimilar nem integrar. Vomitar é uma expressão
evidente de resistência e de recusa. Vomitar é “não aceitar”.


A falta de capacidade em lidar com seus aborrecimentos e com
sua agressividade de forma consciente, resolvendo seus conflitos e problemas
através de um senso de responsabilidade pessoal, ocasiona sérios problemas
estomacais. “A pessoa que sofre do estômago deixa totalmente de demonstrar sua
agressividade (engolindo tudo) ou exagera na agressividade – embora ambos os
extremos não ajudem a resolver de fato os problemas, pois ela carece de uma
base segura de autoconfiança e da sensação fundamental de proteção para confrontar  com independência os obstáculos.” A pessoa
que sofre do estomago é alguém que procura evitar conflitos. “Sente saudade da
infância livre de conflitos, embora não tenha consciência do fato.”


 Leloup, em seu livro
O Corpo e seus Símbolos, fala da necessidade de vomitar o que carregamos de
muito pesado em nós mesmos. “Pode ser uma injustiça, algo inaceitável”. Certas
pessoas sentem-se culpadas e tomam a responsabilidade pelos fatos e atitudes da
sociedade em que vivem.


O grande aprendizado nestes casos é tornar-se mais
consciente dos seus sentimentos, lidar de forma consciente com seus conflitos e
digerir, também conscientemente, suas impressões.  Admitir seu desejo infantil de dependência e
segurança maternal, além de sua ânsia em serem amados e atendidos, mesmo quando
tais necessidades estiverem muito bem disfarçadas por trás de uma fachada de
independência, competência e orgulho. Dessa forma é o estômago que, como a
maioria dos sintomas físicos, sempre revela a verdade.


Perguntas reflexivas: O que não consigo digerir? O que não
consigo integrar? O que não aceito? O que não consigo perdoar?

Site interessante para pesquisas: psiqweb

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