sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Metade de mim...






Passei a tarde com amigas queridas e me peguei pensando o quanto algumas pessoas nos fazem bem e outras nos fazem mal... Exitem pessoas que nutrem a alma e outras que nos consomem com um vampirismo energético violento...
Quanto julgamento desnecessário, quanto afastamento sem necessidade...
Sou da opinião que ninguém precisa agradar ninguém mas todos devem respeitar-se, no mínimo!
Quem julga um dia será julgado... engana-se quem se considera perfeito! A perfeíção é relativa e sinceramente não acho que exista um consenso nisso...
Acredito em empatia, em química, em olhares cúmplices, parceria, lealdade...
Se você está ao lado de alguém que te deixa à vontade, você pode falar do que quiser, rir de qualquer coisa, e as opiniões são semelhantes ou no mínimo complementares, tudo flui... a conversa é leve, o tempo voa e a distância não existe...
Agora quando "os santos não batem" 5 minutos são intermináveis, tudo é divergência, o silêncio impera, julgamentos absurdos, interpretações inadequadas e conversas vazias... depois vem o peso! o sono! o cansaço! Eu sinto isso fisicamente... SOCORRO!!!!
Outro dia me deparei com o seguinte pensamento:
‎"Se algumas pessoas se afastarem de vc, não fique triste!
Isso é a resposta da oração: "Livrai-me de todo mal. Amém"
Parei para pensar e agradeci! Pura verdade! Orai e vigiai! Orai e agradecei!
Bom, assim andam minhas reflexões por hoje...
Agradeço todos os amigos verdadeiros, queridos, carinhosos, reflexivos, festeiros, divertidos, leves, etc etc etc que conquistei ao longo dessa vida... Amigos que sabem que também não sou perfeita, que erro, que sou muito chata as vezes, que preciso de ajuda em muitos momentos, que adoro refletir, adoro um feedback, adoro rir, brinco, festo e me canso com chatices... e assim vamos caminhando juntos, aprendendo e ensinando!
 
Se é música nem sei, mas amo esta letra, totalmente refelxiva e verdadeira:
 
Metade(Oswaldo Montenegro)
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção
.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.


E não deveria ser assim com todo mundo? não seria mais bonito? mais romantico? mais poético? Talvez, mas não seria real não é verdade!?!
Então nos resta enfrentar o mundo real mais inteiros, entendendo nossas metades, nosso lado sombra...
Bom final de semana!

Um comentário:

Dea Amorim disse...

lindo querida...me sinto assim tbém.
E que músicas as do Oswaldo, né?
sempre surpreendendo.bjocas

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